quinta-feira, 27 de maio de 2010

Exercício funcional: para organizar o que a corrida desorganiza

O ser humano talvez seja o animal que possua o movimento mais complexo, considerando ossos, músculos, articulações, eixos, alavancas que resultam na postura e movimentos de um bípede.

Justamente por sermos dotados de inteligência é que ao longo do desenvolvimento motor, dependendo das influências sociais e prática ou não de diversas modalidades esportivas, as pessoas chegam na fase adulta com desvios diversos na coluna e cadeias musculares.

Corredores de longa distância também têm suas desordens musculares.



Boa parte fica meio corcunda (cifótico), hiperlordótico e têm força desequilibrada nos músculos da coxa, podendo ocasionar, por exemplo, desvio de patela.

Não é raro fundista reclamar de dores nas costas principalmente na região lombar.

Horas de treinamento levam o corredor assumir postura inadequada.

Na linguagem popular é quando dizemos que "o corredor sentou". As costas ficam curvadas, os braços arriados e os joelhos flexionados em angulação abaixo do normal.

Corredores treinam mesmo estando cansados, gripados e uma boa parcela volta a treinar antes de curar as lesões.

Nossas fibras musculares têm capacidade limitada de cicatrizações e, claro, quanto mais lesões ao longo do tempo, mais encurtados ficam os grupos musculares acometidos.

Essa também é uma das razões da queda de performance entre corredores mais velhos.

A prática esportiva sem sombra de dúvida traz muitos benefícios à saúde, desde que praticada com orientação profissional e bom senso.

Por conta disso, existe um treinamento chamado funcional que visa justamente treinar aqueles grupos musculares ou mesmo pequenos músculos que servem de base para um determinado movimento.

O corredor que apenas corre fortalece apenas os músculos atuantes no gesto esportivo, deixando os mais fortes cada vez mais fortes e os mais fracos cada vez mais fracos.

Um tipo de exercício atualmente trazendo bons resultados é feito com bola suíça, que trabalha a propriocepção, a correção postural, o fortalecimento muscular, o equilíbrio e o relaxamento.

A bola, por fornecer superfície instável, acaba recrutando músculos estabilizadores mais profundos em qualquer exercício nela executado.



Várias modalidades esportivas, entre elas o futebol, estão descobrindo essa técnica que não é nova.

Já existia na fisioterapia e agora popularizada nas academias tem colaborado com a redução do índice de lesões.

Na musculação, por exemplo, as máquinas têm a vantagem de trabalhar isoladamente um grupo muscular, entretanto, exercícios para o mesmo grupo muscular quando executados com peso livre, na bola suíça ou com elásticos, recrutam mais músculos para manter o equilíbrio, a coordenação e estabilizar o movimento.

Vantagens do treinamento funcional para o corredor:

- Aperfeiçoamento do desempenho e eficiência do gesto esportivo.

- Melhora do equilíbrio e correção dos desvios musculares, reduzindo o índice de lesões.

- Melhora da coordenação motora.

- Recruta maior número de fibras musculares e unidades motoras.

- Desenvolvimento da consciência, controle do corpo e postura.

Circuito funcional ou desafiador?

Muitos exercícios com elásticos, bolas, pranchas e outros, são considerados funcional por muitos personal trainers e instrutores de musculação, mas será que são funcionais ou desafiadores?
http://cristianaarcangeli.virgula.uol.com.br/media/images/TreinamentoFuncional.JPG
Todos falam apenas em “funcional” onde também caberia o termo “desafiador”.
O exercício funcional trabalha capacidades como:
  • equilíbrio,
  • coordenação,
  • força,
  • resistência,
  • concentração,
  • consciência corporal
  • ou mesmo movimentos específicos que se aproximam com o esporte em questão.
Em qualquer exercício que inclua uma dessas capacidades, pode-se dizer que é funcional, porque tem uma função, um objetivo.
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Desafiador é o “que desafia ou aquele que desafia, provocante”.
Portanto, para aqueles que cansaram do termo “funcional” empregado a todo momento nas academias, que às vezes chega até a cansar de ouvir, pode-se muito bem mudar o nome para desafiador, desafiar, provocar os mecanismos e capacidades do corpo a tal exercício.
O que vemos acima, muito mais que um treino funcional, é um treino desafiador, pois o grau de dificuldade em alguns exercícios é muito grande, pois esse foi o objetivo.
Desta forma, podemos chamar os EF de exercícios desafiadores também, pois neste caso, foi um desafio para as capacidades e habilidades físicas em questão.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Treinadores envolvidos com doping são banidos do atletismo

Treinadores foram banidos do atletismo após serem os pivôs do doping em atletas profissionais em julho de 2009

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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) decidiu na noite desta terça-feira, 11 de maio, pelo banimento, por unanimidade, dos treinadores Jayme Netto Jr. e Inando Justino de Sena.
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Os treinadores foram pivôs do escândalo do doping coletivo na equipe que treinavam em Presidente Prudente, interior de São Paulo, em julho de 2009.

A decisão inicialmente de quatro anos de suspensão, mas devido ao recurso da CBAt, eles foram banidos do Atletismo.

Os atletas envolvidos no escândalo, Bruno Lins Tenório de Barros, Jorge Célio da Rocha Sena, Josiane da Silva Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre da Silva, terão que cumprir dois anos de suspensão.

Arquivo/AE
Lucimara Silvestre

Rodrigo Bargas e Evelyn Santos, que estavam afastados, já cumpriram a pena de seis meses que foram submetidos e já podem voltar a competir. A pena da dupla foi reduzida por colaborarem nas investigações.

http://e.i.uol.com.br/esporte/atletismo/2010/02/12/o-brasileiro-leonardo-elisiario-do-salto-triplo-foi-suspenso-por-dois-anos-apos-caso-de-doping-1266012967010_300x300.jpg

A queda foi grande, e deixou sua marca no atletismo brasileiro!

A maior responsabilidade sempre será dos profissionais envolvidos por isso cuidado doping é crime e único prejudicado imediato o professor de Educação física.

Fonte: O2 por Minuto

"Paradinha" será proibida a partir da Copa do Mundo

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Segundo texto da Board, ameaçar antes da cobrança de penalidade máxima para confundir o rival está permitido somente durante corrida para a bola

Depois de muita polêmica envolvendo a "paradinha" nas cobranças de pênalti, principalmente no Brasil, a International Board, órgão que regulamenta as regras do futebol mundial, aprovou uma emenda na interpretação do artigo 14 de seu regulamento.

A "paradinha", truque de enganar o goleiro na hora de cobrar o pênalti, será proibida a partir da Copa do Mundo da África do Sul -2010.

Segundo o texto, "ameaçar antes da cobrança de uma penalidade máxima para confundir o rival está permitido durante a corrida". Mas o jogador que fingir chutar após chegar à bola será punido por comportamento antidesportivo.

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Má notícia, por exemplo, para Neymar, um dos maiores adeptos da 'paradinha'. Em clássico contra o São Paulo pela primeira fase do Paulistão deste ano, o atacante foi muito criticado por Rogério Ceni após utilizar o recurso - o goleiro ironizou a 'paradona'.

Além disso, a International Board propôs, após reunião especial com o presidente da Fifa Joseph Blatter, que as federações e confederações associadas possam fazer testes com árbitros auxiliares de área em partidas durante dois anos.

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Isto já ocorreu no Campeonato Carioca e na Liga Europa desta temporada.

Os juízes ficavam atrás da linha de fundo, checando jogadas mais difíceis e polêmicas.

As duas decisões entrarão em vigor a partir do dia 1º de junho e valem para o futebol em todo planeta, inclusive para os campeonatos no Brasil.


Fonte: Fifa, International Board,

Atestado médico para esportes será mais exigente

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A partir de agosto, o atestado médico exigido em academias, clubes e competições para a prática de atividades físicas deverá incluir informações sobre o tipo e a intensidade dos exercícios permitidos e explicitar quais as limitações da pessoa.

As regras são parte das primeiras diretrizes em cardiologia do esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia, que também indicarão exames para atletas, deficientes e interessados em começar a praticar alguma modalidade esportiva.

A criação de um laudo padrão mais detalhado ajudará a minimizar problemas na atividade física, segundo a cardiologista Luciana de Matos, do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein. Hoje, os atestados são muito genéricos.


"Quem faz judô tem um treinamento totalmente diferente de um corredor. O atestado para liberar não pode ser tão simplista: isso é um ato médico e precisamos ser mais específicos", diz Matos.

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"Ridículos" e falsos

As novas regras servirão de referência para que médicos de todo o país exerçam maior controle sobre as condições cardiovasculares de seus pacientes que praticam esporte recreacional ou competitivo.


"Há atestados ridículos. Como o médico libera o paciente "em geral?

Já vi outro que liberava o paciente para uma prática sem esforço. O que é isso?", questiona o cardiologista Nabil Ghorayeb, presidente do grupo de estudos em cardiologia no esporte da sociedade e editor das diretrizes.

O modelo de atestado orientará o professor de educação física a lidar com o aluno. "Isso ajudará a reduzir os atestados falsos que são distribuídos por aí", acrescenta Ghorayeb.
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Com as diretrizes, pretende-se evitar acontecimentos como a morte súbita -caso do jogador de futebol Frederico Pinheiro, 26, que morreu no sábado, de parada cardíaca, durante uma partida da série B do Campeonato Carioca.

Médicos afirmam que exames prévios básicos (avaliação clínica, eletrocardiograma e exame de sangue) ajudam a prever riscos no esporte.

Mas são poucos os atletas que se submetem a eles.

Levantamento feito em 2009 pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia mostrou que 65% dos 7.500 esportistas que já passaram pelo departamento de medicina esportiva da instituição nunca fizeram um exame cardiológico.
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Por isso, os médicos deverão indicar o eletrocardiograma para todas as pessoas que praticam atividade regular de nível moderado a intenso.

"O esporte por si só não mata.

Mas a doença de base, com a intensidade de exercício, pode atuar como gatilho para desencadear o problema".

Pesquisas realizadas na Itália, onde esses exames são obrigatórios por lei, mostram que a avaliação clínica e o eletro reduziram os casos de morte súbita em 89%, em comparação ao período em que não eram compulsórios.




Fonte: Folha Online