terça-feira, 29 de setembro de 2015

Proposta isenta professor de educação física de pagar taxa de conselho profissional

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Olimpíadas motivam projetos, mas educação física ainda patina nas escolas do Rio

Doutor em Ciências do Esporte, o professor da Uerj Luiz Alberto Baptista cita ser consenso que, para bons resultados, o esporte deve ser praticado três vezes por semana, em períodos de aproximadamente uma hora e meia. 
Mas as escolas ainda reduzem a disciplina ao tempo que sobra.
 Para ele, a educação física precisa contemplar desde o ensino infantil.

De vez em quando, o diretor adjunto do Ginásio Experimental Olímpico Juan Antonio Samaranch, Marcelo Laignier Rolim, saca uma Nikon D7000 para fotografar seus alunos.
– Gosto de registrá-los sorrindo. É a maior prova de que fazemos um bom trabalho – diz.
Localizada em Santa Teresa, a escola de Rolim pertence à rede municipal e é uma das três construídas dentro de um modelo cuja proposta é o funcionamento em tempo integral vocacionado ao esporte. São 535 alunos, do 6° ao 9º ano. Além de aulas, eles aprendem e treinam dez modalidades, como natação, atletismo e esportes de quadra. O corpo docente tem 35 professores, incluindo dez treinadores, sendo 50% mestres.
– Todas as atividades são discutidas em conjunto com os alunos, que são direcionados a atividades conforme o perfil. Trabalhamos a tríade aluno, atleta e cidadão. E eles precisam se sair bem em todos os aspectos – explica Rolim.
Sem problemas como evasão e violência, os alunos que deixam o ginásio têm conquistado vagas em escolas renomadas e levam na mochila uma robusta coleção de medalhas.
– A ênfase no esporte faz com que nossos alunos tenham o espírito de competitividade e a noção de serem capazes de superar seus desafios com as próprias pernas – resume Rolim.
Além da unidade de Santa Teresa, a prefeitura inaugurou, em 2013, outros dois ginásios, em Pedra de Guaratiba e no Caju, com capacidade para 350 alunos cada. Até o final de 2016, estão previstos mais dois: nas vilas olímpicas de Honório Gurgel e do Juquiá, na Ilha do Governador.
Os ginásios estão entre as bandeiras da prefeitura como legado das Olimpíadas para a educação. Mas, para especialistas, por mais bem-sucedida que seja, a iniciativa e outros programas suscitados pela competição ainda são bastante pontuais.
– Tradicionalmente, a educação física é trabalhada no Brasil de forma limitada, reduzida a alguns esportes. E nem dentro dessa limitação a disciplina está bem resolvida. Caso contrário, haveria quadras, vestiários e equipamentos em boas condições em todas as unidades. Projetos como os ginásios são ilhas de excelência dentro de uma rede com centenas realidades diferentes – avalia o coordenador da capital no Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, Roberto Alves Simões, professor de educação física nas redes estadual e municipal.
Simões cita como exemplo a Escola Municipal Soares Pereira, na Tijuca, onde atua desde 2002:
– O espaço para a prática de esportes tem o chão deteriorado. Dois banheiros que poderiam servir de vestiários estão interditados. Como não há cobertura, ficamos expostos a chuva e sol. Redes, bolas e traves também estão ruins.
A prefeitura diz que o espaço não tem viabilidade técnica para receber cobertura. Mas afirmou que estão previstas, para este ano, aquisições de equipamentos esportivos, recuperação dos banheiros e pintura.

ATIVIDADE É FEITA NO TEMPO QUE SOBRA
Doutor em Ciências do Esporte, o professor da Uerj Luiz Alberto Baptista cita ser consenso que, para bons resultados, o esporte deve ser praticado três vezes por semana, em períodos de aproximadamente uma hora e meia. Mas as escolas ainda reduzem a disciplina ao tempo que sobra. 
Para ele, a educação física precisa contemplar desde o ensino infantil.
– É preciso difundir a visão de que se movimentar é uma forma de expressão. Vários estudos mostraram que quem possui dificuldade com isso acaba enfrentando barreiras cognitivas.
O professor Lino Castellani, que coordena o Observatório de Políticas de Educação Física, Esporte e Lazer da Unicamp, concorda. Para ele, os jogos não tiveram impacto que se colocasse como parâmetro de novas práticas pedagógicas, capazes de fazer a educação física superar seus limites históricos.
– Pelo contrário, o que assistimos foi ao recrudescimento da defesa de uma educação física centrada nos parâmetros da performance esportiva – diz.
A secretária municipal de Educação do Rio, Helena Bomeny, por sua vez, afirma que um conceito mais global da educação física está sendo difundido na rede, a partir de um currículo próprio e programas de capacitação de professores. Segundo ela, também houve progressos na infraestrutura:
– Temos 1.008 escolas de ensino fundamental e, dessas, 632 têm quadras esportivas. Desde 2009, 67 unidades ganharam quadras e três outras estão com processo de aprovação para execução. Mas temos escolas onde não é possível construir. Para isso, temos parcerias com clubes e associações. Também contratamos mais de mil professores na área.
Na visão de Helena, o maior legado do mundial será o fomento ao debate sobre valores olímpicos, que traduzem um conceito universal de cidadania plena:
– Essa discussão está em todas as escolas, independente de ter quadra ou não.
Na rede estadual, também foram feitas mudanças curriculares para que a disciplina fosse compreendida de maneira mais moderna, e há programas em curso. Um desses programas é o Transforma, executado em parceria com o Comitê Rio 2016, cujo objetivo é levar valores olímpicos e novos esportes às escolas. Isso acontece através do treinamento presencial e on-line de alunos, coordenadores pedagógicos e professores de educação física.
– Queremos utilizar o esporte para fortalecer os valores olímpicos. Para isso, além dos treinamentos e dos materiais didáticos, o Transforma lança desafios que estimulam a reflexão, a integração e a criatividade – explica a gerente-geral de Educação do comitê, Mariana Behr.
Segundo ela, o projeto está em cerca de 350 escolas públicas e particulares do estado do Rio, alcançando 177 mil alunos. Para este ano, estão previstas cerca de 11.300 vagas e expansão para mais cidades.
No âmbito das particulares, o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro, Edgar Flexa Ribeiro, não observa impactos das Olimpíadas dentro das instituições:
– A escola é um organismo inserido na sociedade. Os Jogos representarão para a escola aquilo que representarem para todo mundo. Pode ser que, no futuro, existam consequências maiores.

ORÇAMENTO NÃO PRIORIZA ESCOLAS
Para o professor da Fundação Getúlio Vargas Pedro Trengrouse, mestre em Gestão, Marketing e Direito do Esporte, alguns programas colocados em prática mostram que, de fato, existiram avanços. Mas ainda é muito pouco.
– O principal financiador dos Jogos é o governo federal. E, quando olhamos para o orçamento do Ministério do Esporte, percebemos que mais de 90% estão na Secretaria de Alto Rendimento, enquanto a Secretaria de Esporte Educacional tem um orçamento muito pequeno. Isso já m
ostra como escola não é prioridade – observa.
Trengrouse destaca que, diferente de países como os Estados Unidos, a base de formação dos atletas no Brasil não vem de escolas, mas de clubes.
– A prioridade deveria ser os Jogos servindo ao Brasil, e não o contrário. Ao que tudo indica, o resultado será bem parecido com o da Copa, quando o mundial passou por aqui e deixou o futebol brasileiro para trás – prevê.


Matéria publicada pelo site Eu Atleta

O Revezamento da tocha olímpica

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Três empresas patrocinadoras têm processos em aberto, e o Comitê Rio 2016 deve anunciar seu programa até o fim deste mês. Saiba detalhes e como se inscrever
As Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, terão, ao todo, 12 mil condutores para o revezamento da tocha olímpica. 
A grande maioria deles sairá de um processo seletivo comandado pelo Comitê Rio 2016, que deverá ser lançado até o fim deste mês (é possível se cadastrar no site oficial para ser avisado sobre a abertura do programa). 
A outra parte vem de campanhas de três empresas patrocinadoras dos Jogos Olímpicos, que já estão abertas.
A tocha será acesa em Olimpia, na Grécia, berço dos Jogos da Antiguidade. 
Ela ficará uma semana passando por cidades do país até chegar a Atenas, de onde embarca para o Brasil. Já no país das Olimpíadas, passará por mais de 300 cidades brasileiras, em trajetos por terra e de avião (sendo que 83 já foram anunciadas e, até o fim do ano, o trajeto completo será divulgado). O revezamento termina no dia 5 de agosto, na Cerimônia de Abertura, no Maracanã, dando início aos Jogos Olímpicos de 2016.

Confira abaixo os detalhes dos programas dos três patrocinadores do revezamento:
1) “Quem se atreve”
A montadora Nissan criou uma campanha chamada “Quem se atreve”. A ideia é que o interessado envie o relato de sua história de vida, mostrando o motivo pelo qual se considera “atrevido”, como, por exemplo: transformou a comunidade em que vive com alguma ação positiva, abriu uma ONG que auxilia pessoas carentes, desenvolveu e luta por uma causa justa a favor de sua comunidade etc. Serão 1,2 mil pessoas escolhidas pela marca.
– A gente tem um posicionamento de marca que é “quem se atreve”. É um pouco a nossa essência com uma pegada brasileira. Procuramos pessoas que representam essa criatividade brasileira, esse atrevimento, que faz mudar a vida dela e a das pessoas que estão em volta. E que mostrem também esse calor humano do brasileiro – explicou Eva Ng Kon Tia, porta-voz da Nissan no Brasil.
O atrevimento, no caso, tem o sentido de “arrojo, vontade, genuína postura do brasileiro de fazer mais e melhor”, um sentimento que se mistura com o espírito de superação e se alinha com os ideais olímpicos e paralímpicos.
O concurso começou no dia 17 de julho, e os interessados podem enviar suas inscrições até 14 de outubro. No dia 3 de novembro, serão divulgados os nomes dos selecionados. Serão elegíveis a participar como indicados do revezamento da tocha olímpica os interessados que forem pessoa física com idade a partir de 12 anos. Os menores de 18, contudo, terão de ser assistidos por seus responsáveis legais caso sejam escolhidos.
Cada interessado só pode enviar uma inscrição, mas ela pode ser feita de três formas: o envio de um vídeo em qualquer formato através de funcionalidade no site oficial ou postado no Youtube, com tamanho até 20MB, e uma breve descrição da história; um texto sem paginação de até 1000 caracteres; ou uma foto em qualquer formato com tamanho total de até 20MB e uma breve descrição da história em até 1000 caracteres. Algumas dessas histórias serão contadas pela marca em seu site oficial.
– O projeto tem duas partes. A primeira é de recrutamento online. Todos os brasileiros podem se inscrever e contar suas histórias. A segunda parte é a editorial, que representa os brasileiros atrevidos. A gente queria fazer um revezamento de histórias de brasileiros. A gente tem cinco equipes correndo o Brasil e capturando esse conteúdo (serão cerca de 60 histórias gravadas por essa equipe) – concluiu a porta-voz da montadora.
2) “Condutores BRA”
O banco Bradesco criou um programa bastante diferente dos outros patrocinadores do revezamento da tocha olímpica. Ele funciona com indicações, ou seja, o interessado precisa ser inscrito por um terceiro na campanha. É preciso que o indicado tenha uma história verídica e comprovável, que demonstre claramente uma ação de transformação pessoal ou para uma comunidade a partir de ações, comportamentos ou atitudes do candidato, além de ter relação direta com os valores olímpicos de amizade, respeito e excelência. Elas serão divulgadas, ao longo do tempo, no site oficial da campanha.
– Estamos projetando umas 2 mil histórias e queremos divulgá-las para que as pessoas entendam e reconheçam pessoas especiais que possam trazer ainda mais pessoas especiais. Vamos dar brilho a quem inspira e faz a diferença na sociedade. Teremos atletas também, mas não diretamente por seus resultados esportivos, sim pelos valores e por quanto inspiram em sua comunidade – explicou Jorge Nasser, diretor de marketing do Bradesco.
A campanha começou no dia 29 de julho e vai até 14 de outubro. Até 15 de fevereiro, o Comitê Rio 2016 irá aprovar ou recusar as indicações da instituição bancária. Em março do ano que vem, os nomes escolhidos serão divulgados oficialmente.
– Não é simplesmente a indicação de condutores. Precisávamos dar luz a pessoas que fazem a diferença em sua comunidade, que acreditam que é possível, através da união de um grande esforço e transformação pelo esporte, fazer a diferença nesse momento. Nossa chamada é: “convidamos a dar luz a quem faz diferença em suas comunidades”. São histórias que inspirem outros brasileiros a fazerem coisas diferentes – acrescentou Nasser.
O conteúdo inscrito precisa ser contado em terceira pessoa pelo indicador, e o candidato a condutor deverá ser pessoa física, residente e domiciliada no Brasil, com idade igual ou superior a 12 anos, e estar regularmente inscrito no Cadastro de Pessoa Física (CPF). Caso o escolhido seja menor de 18 anos, deverá ser assistido por seu responsável legal.
A história deverá ser narrada em texto com, no mínimo 50 e, no máximo, 1000 caracteres, acompanhado opcionalmente por vídeo de até 2MB ou foto de até 500KB. Ela deverá ter começo (descrição inicial do ambiente, situação, família, comunidade e pessoas envolvidas); meio (como o candidato interferiu e transformou as pessoas inseridas nesses ambientes, indicando quais foram suas ações e sua importâncias para os envolvidos, e o tempo que decorreu até a transformação constatada); e fim (indicação da abrangência da ação e das pessoas afetadas, bem como dos resultados da ação do candidato à época da transformação e os reflexos nos dias atuais).
Até mesmo o bicampeão olímpico Torben Grael, que foi indicado pela própria instituição bancária ao programa, já fez sua indicação. Ele escolheu o marinheiro Valmir das Neves, de 75 anos.
– O Bradesco me indicou para conduzir a tocha olímpica e pediu para eu indicar uma pessoa que se identificasse com os ideais olímpicos de amizade, respeito e tudo que os Jogos Olímpicos representam. Então, eu pensei no nosso amigo Valmir – falou Torben.
A indicação de Valmir foi no dia 29 de agosto, seu aniversário. Nascido e criado no Morro do Cavalão, em Niterói, Valmir trabalha no Sailing (Rio Yacht Club) desde os 19 anos. É pai de três filhos e tem seis netos. Atualmente, ele é o responsável pela garagem náutica. Ele conheceu a família Schmidt Grael desde o patriarca Preben Schmidt, um dos precursores da vela no Brasil, que levou a paixão pelo esporte aos filhos Ingrid, Margarete, Axel e Erik. Preben é avô dos medalhistas olímpicos Torben e Lars Grael.
– Só tenho que agradecer pela homenagem. Minha vida foi toda no clube. A família Grael sempre gostou de mim, desde o avô. E eu sempre fui dedicado a eles e aos sócios do clube – afirmou Valmir, conhecido como Lodão.
Confira mais informações e se inscreva no site oficial.CLIQUE AQUI!
3) #IssoÉOuro
No programa da Coca-Cola, a procura será por “indivíduos que sejam exemplo de calor humano, pessoas que tocaram a vida de outros e que personifiquem um espírito jovem e contagiante”. A todo, serão 1,1 mil condutores escolhidos através dessa campanha, com histórias que sejam “genuínas e inspiradoras, que contagiem o próximo (familiares, amigos e sociedade em geral) com um movimento que gere felicidade, compartilhando momentos de emoção, alegria e superação em suas vidas”.
A marca já anunciou alguns condutores, como o ex-jogador de vôlei e campeão olímpico de Atenas 2004, Nalbert; a carioca Lara Leite de Castro, primeira brasileira a conduzir a tocha olímpica, em Barcelona 1992; além dos jovens Jobson Junior, que ganhou um papel no comercial da campanha; e Gabriel Rocha, que tem paralisia cerebral e participa corrida e maratonas de rua, ajudado pelo pai Rodrigo (leia mais). O foco da marca são os jovens.
– Queremos incentivar os jovens brasileiros a terem um estilo de vida mais ativo. Boa parte da nossa campanha tem a ver com escolher jovens que tenham histórias inspiradoras, genuínas, relacionadas ao movimento, à atividade esportiva, à dança. Queremos, de alguma maneira, reconhecer estas pessoas durante o revezamento – detalha Flavio Camelier, vice-presidente da Coca-Cola para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
O candidato precisa ser residente e domiciliado no Brasil. Para se inscrever, é preciso acessar o site oficial da patrocinadora e apresentar sua história, através de um texto (até 1000 caracteres), foto (deverá somar até 3M, em JPEG ou GIF, em três opções de formato: simples, uma foto; montagem em mosaico de até cinco fotos; ou montagem em GIF com até três fotos); ou vídeo (nos formatos MPEG, WMV ou MOV, com o máximo de tempo de um minuto e até 250 MB). É permitido se autonomear ou indicar o nome de um terceiro.
O processo de seleção começou no dia 4 de agosto e vai até o dia 15 de outubro. A partir desse momento, a marca indica os seus candidatos para a avaliação do Comitê Rio 2016. Os nomes escolhidos serão divulgados no primeiro trimestre de 2016. Menores de 12 anos, assim como nas outras campanhas, não podem participar.
Além dos 1,1 mil condutores escolhidos através da campanha, a Coca-Cola vai ainda designar mais 1,3 mil pessoas para levarem a tocha olímpica no revezamento.
 Elas sairão de projetos patrocinados pela marca, como os Jogos Escolares da Juventude, as Paralimpíadas Escolares, o Festival das Escolas, o Prêmio Professor do Brasil e de outras ações.

Matéria publicada no site Globo Esporte

Saltar por diversão e saltar pela boa saúde!

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Este hábito associado à infância traz vários benefícios às pessoas mais velhas.
Já pensou em passar dois minutos do seu dia a saltar? 
Com certeza que seria uma atividade desgastante, mas a verdade é que a sua saúde iria agradecer.
Diz uma investigação da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, que dois minutos de saltos por dia conseguem fortalecer os ossos e reduzir o risco de quebra em casos de queda por pessoas mais velhas.
Conta o Daily Mail que o estudo analisou 34 homens, com idades compreendidas entre os 65 e os 80 anos, que tiveram que fazer um programa de exercícios de salto apenas com uma perna durante um. Nesse período, não puderam fazer qualquer outra atividade física ou alterar os seus hábitos alimentares.
Passado o período do programa de exercícios, os cientistas notaram que uma melhoria na ordem dos 7% da massa óssea em algumas partes do corpo, como a anca, um dos principais pontos fracos dos idosos e dos mais vulneráveis em casos de queda.
Matéria publicada no site Notícia ao Minuto

sábado, 10 de maio de 2014

Os benefícios da dança como atividade física

A dança é mesmo uma forma de terapia. 
Os benefícios da dança como uma atividade física são bem conhecidos: flexibilidade, melhora do condicionamento aeróbico, aprimoramento da coordenação motora e perda de peso, entre tantos outros.

Mas pouco se fala da dança como uma terapia para a alma. Basta observar com um pouco mais de atenção para perceber que os resultados vão muito além do bem-estar físico. Socialização, combate à depressão e à timidez, alegria, auto-estima elevada e disposição para encarar as dificuldades do dia-a-dia são apenas algumas das transformações que se nota em quem se arrisca a adentrar o mágico mundo da dança. Mais do que técnica, é preciso sentimento. 
Ao ensaiar os primeiros passos, a pessoa se desprende dos medos e preconceitos e vê seu estilo de vida ser transformado pouco a pouco.

“A dança é mesmo uma forma de terapia. E qualquer pessoa pode dançar, não existem restrições, nem mesmo de idade. Os passos podem e devem ser adaptações às limitações físicas de cada um, mas não existe impedimento. Basta saber ouvir a música e dançar para você, sempre com muita emoção, e sem se preocupar com os outros”, comenta Ivan Carlos Marcondes, professor de dança da Cia. Jundiaiense de Dança de Salão. Mas quem pensa que a dança é privilégio apenas dos mais jovens se engana. Essa é uma das atividades mais democráticas e que possibilita a participação de qualquer pessoa. Basta apenas se sentir disposto a começar.

“Algumas pessoas dançaram a vida inteira, outras só descobriram esse prazer depois da aposentadoria ou após encaminhar os filhos na vida. E depois que eles começam, não querem mais parar”, comenta Marlene Liveraro Bodelaci, coordenadora do Clube da Terceira Idade (mantido pela Secretaria Municipal de Integração Social – Semis). Bailes, aulas de dança ou mesmo de coreografia. Representantes da Melhor Idade comparecem com um único compromisso: se divertir. Basta observar durante poucos minutos e já é possível perceber a alegria de cada um ao estar ali, dançando. O professor da Cia Jundiaiense de Dança explica que a dança de salão é indicada muitas vezes para quem faz terapia de casal. “Isso porque eles se tornam mais próximos e acabam resgatando toda a cumplicidade do início do relacionamento. A vida a dois com certeza melhora muito, inclusive ao ampliar a roda de amigos”, esclarece Marcondes.

Matéria publicada pelo Site Médico

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Atestado nas academias: 'Não há lei federal que obrigue exame médico'

Atestado médico não é exigido pelas academias por medo de perder clientes.

A prática de exercícios sem o acompanhamento de profissionais tem gerado problemas e chega a causar mortes. 
Em 2013, foram registradas mortes nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraíba e Goiás. 
Há um mês, Cleiton Teodoro, de 27 anos, morreu na sala de musculação de uma academia em Goiânia.

O proprietário admitiu que a vítima não apresentou o atestado e estava se exercitando há apenas uma semana.
 “Se exigir o atestado no ato da matrícula, o aluno vai e faz em outro lugar”, explicou Pedro Gonçalves. 
A reportagem visitou academias no Rio de Janeiro e São Paulo e constatou que a matricula é permitida apenas com a promessa de atestado.
 Em média, o prazo para a entrega do exame é de dez dias.

André Fernandes, presidente do Conselho Regional de Educação Física do Rio de Janeiro e Espírito Santo, explica que o exame médico não é obrigação em algumas regiões. 
“Não existe uma lei federal que obrigue as academias a cobrarem o exame médico, na verdade são leis municipais. Por exemplo, o estado de São Paulo não obriga mais por entenderem que o atestado não valia. No Rio de Janeiro é obrigatório”, disse.

A maioria das vítimas é muito jovem. 
Para realizar as atividades sem riscos, é preciso consultar um médico e conferir a saúde. 
As academias devem exigir atestados médicos, mas nem sempre é rígida o suficiente e acabam liberando a entrada do aluno apenas com uma promessa de entrega futura.

O diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, Daniel Kopíler, fez um alerta sobre a principal causa das mortes em academias: o coração.
 “O grande problema para a prática de atividade física está ligado aos problemas do coração. O que mais mata são problemas cardiovasculares. Na verdade, muitas vezes, a pessoa não sabe que tem esse problema ou esconde”, explicou o especialista.


Matéria publicada pelo site Globo.com 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Avaliação Física: satisfação gera fidelização e prospecção de clientes



Dados coletados na avaliação física ajudam na composição de treinamento adequado e torna a prática esportiva muito mais satisfatória aos alunos.

A avaliação física é entendida como um procedimento técnico, que coleta informações para verificar a atual condição física do avaliado, e assim, tornar possível a prescrição de um programa de exercícios direcionado e personalizado. Por meio da avaliação, o profissional obtém informações para identificar a melhor atividade para o aluno, além da intensidade e frequência, respeitando a individualidade biológica de cada um.

De acordo com o Documento de Intervenção Profissional de Educação Física, apresentado pelo Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), a avaliação física tem “o objetivo de avaliar o condicionamento físico, os componentes funcionais e morfológicos e a execução técnica de movimentos, objetivando orientar, prevenir e reabilitar o condicionamento, o rendimento físico, técnico e artístico dos beneficiários”. No entanto, alguns profissionais e empresas do setor não realizam a orientação física, ou até mesmo, aplicam o procedimento, mas sem uma reavaliação periódica, fazendo com que o processo se torne apenas uma fonte extra de renda.

Avaliação Física vai muito além do objetivo do aluno


Segundo Mário Pozzi, facilitador da Certificação em Avaliação Física Performa, “se não houver uma preocupação do profissional em buscar o resultado que o aluno apresentou como objetivo, a avaliação e prescrição tendem, em grande parte, falhar e desiludir os clientes em relação à atividade”. 

Já para Luciano Saragossa, responsável técnico do Laboratório de Avaliação Física da Anhanguera Educacional (Campus Guarulhos), os alunos não sentem a importância da avaliação por conta da aparência comercial que alguns profissionais e empresas acabam transmitindo. “Muitas vezes é realizada uma avaliação física inicial e depois de algum tempo essas informações ficam abandonadas. Então, a pessoa tem uma breve noção da sua condição física, porém ao invés da avaliação servir como aspecto motivacional, ela detona a autoestima do aluno, já que ele não está vendo seus resultados”, explica Luciano. “Por isso, quando um aluno diz que a avaliação e reavaliação não servem para nada, eu respondo que não servem para nada e para isso, isso e isso”, brinca.

O que uma boa Avaliação Física deve ter?


Uma avaliação física deve conter, no mínimo, anamnese, medidas circunferenciais, composição corporal, análise postural, testes de flexibilidade, força e cardiorrespiratório. Portanto, para uma avaliação de qualidade é necessário à utilização de critérios e protocolos bem selecionados, que forneçam dados quantitativos e qualitativos, capazes de indicar com precisão a real situação do avaliado.

Avaliação Física: profissional de Educação Física deve ter domínio técnico de adipometria

Ter olho clínico aguçado também é requisito para um bom avaliador. “Não estudamos para diagnosticar doenças, mas se verificarmos algo errado, por que não indicar um trabalho multidisciplinar? É importante orientar e indicar a orientação médica ao aluno quando perceber algum problema, além de estar apto para identificar esses transtornos”, explica o técnico da Anhanguera Educacional.

Conhecimento em PNL é importante na Avaliação Física

Saragossa explica que também é importante o conhecimento em PNL (Programação Neurolinguística) para saber lidar com todos os tipos de alunos na anamnese, evitando certas palavras e gestos, que podem tornar a entrevista fria e distante. Ele exemplifica o fato das mulheres terem que se despir durante a avaliação, que pode ser algo complexo para as mesmas, porém existem técnicas que podem tornar o momento mais confortável e menos traumático. “É muito importante começar a avaliação com uma excelente entrevista para entender o que realmente conduziu o aluno até ali. Além disso, vale mostrar que existem vários fatores que podem impactar na rotina de atividade dessa pessoa, como frio, chuva e trânsito. O aluno tem que entender que ele deve colocar a atividade física como uma mudança de hábito, ou então, ele acaba se desmotivando rápido”, detalha.

Qualificação é o primeiro passo para se tornar um bom Avaliador Físico


Com isso, é possível perceber a necessidade do aperfeiçoamento e da qualificação dos profissionais de Educação Física, principalmente quando se trata de avaliação física e prescrição de exercícios. Cursos e certificações podem aumentar o domínio em planejamento, acompanhamento e prescrição, e assim, melhorar a qualidade das atividades realizadas. “Existem cursos e certificações que orientam os profissionais a realizarem uma avaliação física de qualidade, e isso se torna um diferencial no mercado, que sofre com a escassez de avaliadores especializados e certificados”, explica Mário, afirmando que “além dos parâmetros, é fundamental entender o objetivo do aluno para obter eficácia na avaliação física. O mais importante é tornar esse objetivo algo possível”.

Kit básico de Avaliação Físcia pode variar de R$500 a R$2 mil

No caso do personal trainer, que muitas vezes enfrenta dificuldades na terceirização da avaliação física por conta de locomoção e disponibilidade de horários dos clientes, esse aperfeiçoamento acaba se tornando fundamental. Como o personal trainer faz um trabalho de acompanhamento individual e personalizado, para evitar lesões e garantir a execução correta dos exercícios, a avaliação física é de extrema importância. “O personal trainer em a chave do sucesso nas mãos, pois além dele aplicar o próprio treino, a aproximação com o aluno acaba sendo maior, facilitando um trabalho satisfatório e gratificante quando o avaliado entende a importância da prática”, afirma Mário. De acordo com os entrevistados, um kit básico de avaliação física deve conter uma balança portátil, compasso de dobras, fita métrica, frequencímetro e estadiômetro. Um kit pode variar de R$ 500,00 a 2 mil reais.

Não basta apenas uma avaliação física, aluno deve ser reavaliado periodicamente

O correto é que o aluno faça periodicamente a reavaliação, permitindo comparações para o acompanhamento do seu progresso, tanto de forma positiva ou negativa. Com isso, é possível reciclar o programa de treino e estabelecer novas metas. Segundo os especialistas, essas reavaliações devem ser realizadas de acordo com as necessidades de cada aluno, e podem ser feitas semanalmente ou até mesmo de 90 em 90 dias.

Vale ressaltar que a avaliação física representa mais um serviço disponível ao cliente, que se sente mais satisfeito com o compromisso ético e social transmitido. É importante destacar que a avaliação física não implica na diminuição de captação de matrículas, mas sim, representa uma estratégia de qualidade em atendimento, responsabilidade social e jurídica e, principalmente, fidelização dos clientes.

“É um processo rentável para todos os núcleos. Para o avaliador físico, pois é possível ter um ótimo retorno financeiro; ao empreendedor (dono de academia), pois motiva os alunos a treinar; e ao aluno, pois é altamente satisfatório ver que o esforço, de forma qualitativa, trouxe resultados”, ressalta Luciano, finalizando que “a avaliação física é uma ferramenta valiosa, que devemos investir e aperfeiçoar cada vez mais”.