sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Brasil não está preparado para receber a Copa do Mundo?


No dia 22 de janeiro a presidente brasileira Dilma Rousseff inaugurou o estádio de futebol Dunas em Natal. Este foi o primeiro estádio para a Copa do Mundo 2014 a ser inaugurado este ano.

Mas até ao Mundial ainda se tem de terminar outros seis estádios. O Brasil não consegue cumprir o calendário de preparação dos estádios. Todos os trabalhos já deviam ter sido concluídos em dezembro de 2013.
A direção da FIFA expressou o seu desagrado pelo ritmo a que estão a decorrer os trabalhos. O presidente dessa organização Joseph Blatter escreveu indignado na sua página do Twitter: “Nunca vi este tipo de atrasos na preparação de um país para organizar um torneio de futebol.” O Brasil só conseguiu ter prontos apenas 6 estádios de futebol dos 12 estádios previstos. Contudo, parece que Blatter não está muito seguro da sua posição: depois das suas linhas indignadas ele troca a ira pela misericórdia e parece tranquilizar a si próprio: Dilma Rousseff prometeu construir todos os estádios e realizar uma Copa digna.
Só o fato de os bilhetes para as futuras partidas estarem sendo vendidos rapidamente já é uma prova que o mundo acredita no Brasil. Como podiam os torcedores não acreditar no Brasil? Este é um país onde futebol é quase uma religião. Estragar a festa do futebol seria um sacrilégio. A presidente Dilma escreveu no seu blogue que a futura Copa será a “Copa das Copas”:
“No Brasil, a Copa estará em casa, pois este é o país do futebol. Todos os que vierem ao Brasil serão bem recebidos, porque somos alegres e acolhedores. Amamos o futebol e por isso recebemos esta Copa com orgulho e faremos dela a Copa das Copas”.
Ninguém tem dúvidas acerca da paixão dos brasileiros pelo jogo mais popular do mundo. As dúvidas são outras: das capacidades e possibilidades para o país preparar a tempo os estádios e outras infraestruturas para a Copa Mundial de Futebol em 2014. Tanto mais que todos os prazos já foram ultrapassados. Dezembro era a reta da meta no fim da qual o Comitê Organizador Local da Copa devia ter dito: Bem-vindos aos estádios!
Infelizmente não chegámos a ouvir esse tipo de apelo. Pelo contrário, ainda em finais de 2012 o secretário-geral da FIFA Jérôme Valcke já tinha comentado com bastante dureza os ritmos da construção dos novos estádios. Os brasileiros ficaram mesmo indignados e quase obrigaram o dirigente da FIFA a pedir desculpas pela crítica alegadamente sem fundamento e a acusação de que eles não sabiam fazer as coisas. Mas eis que o mesmo Valcke afirma a 21 de janeiro que o estádio de Curitiba poderá ser excluído da lista de estádios que irão receber a Copa do Mundo se a organização não acelerar os ritmos de construção. “Nós não podemos realizar partidas sem um estádio e a construção deste já atingiu seu limite crítico”, disse Jérôme Valcke segundo uma citação da France-Presse. Também foi marcada a data para a entrega final do estádio – o dia 18 de fevereiro! O estádio de Curitiba ainda não tem gramado, não tem assentos para os espectadores, o centro de imprensa não está prontoa cobertura não está montada … Entretanto o custo de construção inicial do estádio subiu dos 180 milhões de reais para os 265 milhões.
Para Curitiba estão planejados quatro jogos da fase de grupos, incluindo um da seleção russa. Além do estádio de Curitiba, na lista dos estádios por acabar também figuram os de São Paulo, Cuiabá, Porto Alegre e Manaus. O ministro do Esporte brasileiro, Aldo Rebelo, culpa disso tudo a natureza e o caráter dos brasileiros: que somos lentos no arranque, mas… Mas uma coisa é verdade – ainda falta entregar seis estádios.
O futebolista brasileiro Ronaldo, membro do Comitê Organizador da Copa disse com uma voz rouca, da emoção ou do resfriado, na coletiva de imprensa: “Um, dois meses de atraso, não tem importância. Os estádios estarão prontos para o Mundial. Todos eles”, garantiu, sem demonstrar preocupação com a prorrogação do prazo para a entrega dos estádios de Natal, Manaus, Curitiba, Porto Alegre, Cuiabá e São Paulo.
Fazer tudo em cima da hora faz parte do "jeitinho brasileiro", disse Ronaldo: “O gringo, no geral, não conhece o nosso jeitinho brasileiro de ser e fazer as coisas. É muito característico isso no brasileiro, de fazer as coisas no último momento e começar uma correria, mas a gente tem todas as garantias de que todos os estádios estarão prontos para a Copa.”
Temos de notar que na coletiva de imprensa de 31 de dezembro houve muita ironia e brincadeira. O ministro do Esporte Aldo Rebelo comparou a lentidão na construção dos estádios com uma noiva que se atrasa:
“No Brasil temos uma instituição muito tradicional, que é o casamento. Nunca fui a um casamento em que a noiva chegasse na hora, mas nunca vi um casamento deixar de acontecer por causa disso. Não há nada que comprometa a realização da Copa. Nós queremos que os estádios sejam entregues o quanto antes possível porque as arenas precisam passar pelos eventos de teste.”
Em janeiro, além da inauguração do estádio em Natal, a comissão de aceitação irá visitar o estádio mais tropical – Manaus, onde deverão jogar os compatriotas de Joseph Blatter, os suíços. Outras duas arenas esportivas deverão, ao que tudo indica, ser entregues só em fevereiro.
A tarefa mais difícil será a reconstrução do estádio de Itaquera, em São Paulo, onde se deve realizar a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de Futebol. Como se sabe, no início de dezembro nesse estádio ocorreu uma derrocada sobre um setor e caiu uma torre de iluminação. Os engenheiros e os operários estão terminando agora a reconstrução da parte que sofreu a derrocada. O secretário-geral da FIFA Valcke pôde testemunhar a capacidade dos brasileiros para fazerem milagres: o estádio de Itaquera já está quase pronto para receber a cerimônia de abertura da Copa.
Além dos problemas de construção a organização do Mundial enfrentam um inesperado problema social. Durante os grandes protestos do inverno passado, as pessoas expressaram o seu descontentamento, nomeadamente, pelos gastos financeiros excessivos com a realização da Copa do Mundo. A isso se juntaram, neste momento, outras ações de protesto. Os habitantes de um dos bairros do Rio de Janeiro entraram em confrontos com a polícia protestando contra o derrube de suas casas no âmbito de preparação para o Mundial 2014.
Os confrontos ocorreram perto do estádio do Maracanã. É aqui que se deve realizar a partida final da Copa do Mundo. “Isso é especulação imobiliária: eles querem construir aqui um centro comercial. Os brasileiros devem se sacrificar para que tudo corra bem na Copa do Mundo”, declarou um dos ativistas. Desde 2010 da zona circundante do Maracanã foram desalojadas 637 famílias. As autoridades municipais planejam terminar o derrube das casas até finais de janeiro.
Algumas pessoas falam da possibilidade de aumentar as ações de protesto mais próximo da data do início da Copa do Mundo. Relativamente a isso a direção da FIFA expressa uma perfeita tranquilidade. "Eu sou um otimista, não um covarde. Então, eu não tenho medo. Mas sabemos que haverá novas manifestações, protestos. Os mais recentes, na Copa das Confederações, no mesmo país, nasceram das redes sociais. Não havia nenhum objetivo, reivindicações reais, mas, durante a Copa do Mundo, haverá mais concretas, mais estruturadas. Mas o futebol estará protegido, eu acho que os brasileiros não atacarão diretamente o futebol. No país deles, é uma religião", disse Joseph Blatter numa entrevista ao jornal suíço 24 Heurs.
Por mais calma olímpica que o dirigente da FIFA demonstre, o governo brasileiro está tomando medidas para o reforço da segurança dos participantes e dos torcedores do Mundial de Futebol. Para reforçar a polícia as cidades anfitriãs dos jogos irão receber 10.650 elementos da Força Nacional de Segurança. Esses homens foram treinados para a manutenção da ordem pública em qualquer local onde se realizem partidas da Copa.
Esses destacamentos especiais já ganharam experiência de manutenção da ordem nos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro e dos eventos realizados na altura da visita ao Brasil do Papa Francisco. Não houve qualquer reparo a fazer ao seu trabalho. O lado financeiro da questão é um segredo, mas alguns dados sugerem que a segurança da Copa do Mundo 2014 custou 1 bilhão de reais, um pouco menos que o planejado para o mesmo efeito nos Jogos Olímpicos de 2016.
Viacheslav Osipov

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

PROGRAMA "EXERCISE IS MEDICINE"



PROGRAMA "EXERCISE IS MEDICINE"



A mídia divulgou que através do programa "Exercise is Medicine", do American College of Sports Medicine, o médico poderia prescrever atividade física, e, segundo o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul – CELAFISCS, parceiro no projeto, o médico recomendaria a atividade física. Após essa veiculação, recebemos mais de 100 questionamentos sobre o assunto.



Diante da repercussão, a Diretoria do CREF4/SP de posse da apostila do programa, solicitou à Comissão Especial de Saúde que analisasse seu conteúdo, pois o mesmo necessita de adaptações para vigorar no Brasil.



Apesar de o CELAFISCS alegar que não se trata de prescrição, mas sim de recomendação, o conteúdo do material “Atividade Física na promoção e construção da saúde” do “Exercise is Medicine” leva a entender que se trata realmente de prescrição.



Breve publicaremos nosso posicionamento sobre o assunto. A ideia, neste primeiro momento, é sugerir complementações que venham a diferenciar a prescrição da orientação. O documento também será encaminhado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, outro parceiro do programa no Brasil.



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ministério da Saúde cria ação contra obesidade infantil em escolas brasileiras

Entre os dias 5 e 9 de março, o Ministério da Saúde realiza a primeira edição da Semana de Mobilização Saúde na Escola, aplicada em mais de 2 mil municípios brasileiros. neste ano, o tema será obesidade infantil.


A Semana foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira (23) durante a sua participação semanal no programa de rádio Café com a Presidenta.
Ela comentou que mais de 50 mil escolas estão comprometidas a participar do programa que busca avaliar o estado das saúde de crianças e jovens em idade escolar.


"Queremos, nessa semana, envolver também os pais para debater um problema que já afeta 1/5 da população infantil. Reduzindo a obesidade infantil, nós vamos prevenir outras doenças que podem ocorrer no futuro, como a hipertensão e a diabetes".



A partir deste ano, o ministério deve intensificar o número de ações e programas destinado a promoção da saúde, prevenção e controle da obesidade em todas as escolas da rede de ensono público do país. Ao todo, mais de 11 milhões de estudantes com idade entre 5 e 19 anos deverão participar da ação que está integrada junto ao Programa saúde da escola (PSE).







http://www.noticiasbr.com.br





Fonte:Notícias br 26/1/2012





Educação Física levada a sério


Com o objetivo de contribuir para o pleno desenvolvimento motor, cognitivo e social da criança, exercícios físicos devem ser praticados desde cedo.
É levando isso em consideração que as aulas de Educação Física exercem um papel importante e precisam ser levadas a sério dentro do ambinete escolar.



"A Educação Física nas escolas não deve ser vista como um momento de lazer, mas como uma disciplina curricular e que como todas as outras atividades deve ser estudada e compreendida", explica o professor de Educação Física, Victor Hugo da Silva.



Segundo ele, a disciplina quando trabalhada de forma lúdica surge como um importante instrumento de combate ao sedentarismo infantil.



"Estamos presenciando uma geração na qual a tecnologia está em tudo.
Neste contexto, computadores, video-games e televisão, por exemplo, fazem com que a atividade física não seja incluída na rotina das crianças adequadamente, trazendo dentre as consequências a obesidade.
É também por isso que a Educação Física ganha ainda mais importância nas escolas", diz.



Além de ajudar na prevenção do sedentarismo e da obesidade, a Educação Física auxilia na socialização das crianças por meio de brincadeiras e atividades organizadas em grupo e contribui para o aumento da autoestima.



Individualidades



Não existe uma fómula exata capaz de definir como a Educação Física deve ser aplicada nas escolas. Contudo, para alcançar os resultados esperados, a dica é respeitar as idades e limitaçãos de cada criança, potencializando os aspectos positivos e corrigindo as dificuldades.



"Outro conselho é deixar de lado a monotonia inovando nas aulas. Criatitividade é a palavra certa. Para não deixar as aulas caírem na rotina, o professor precisa ser criativo e também saber usar a criatividade dos alunos a favor dele", sugere Silva.



http://www.odiario.com/saude





Fonte:O Diário.com 21/12/2011



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Atividade física a um passo de ser inserida no SUS


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou em 10 de maio o Projeto de Lei 1266/07, da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), que inclui na lei do Sistema Único de Saúde (SUS – Lei 8.080/90) a atividade física como um dos fatores determinantes da saúde. Como tramita em caráter conclusivo, a proposta será enviada ao Senado, a menos que haja recurso para que seja analisada pelo Plenário. A relatora, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), apresentou parecer favorável ao texto, sem análise de mérito.




Sueli Vidigal, que participou da reunião da CCJ, argumentou que a falta de menção à atividade física na lei constitui “uma falha pequena, mas inadmissível”. Ela afirma que isso se reflete nas políticas de saúde, “que deixam de considerar o exercício físico como recurso para obtenção de saúde”.



Fonte: Agência Câmara






sexta-feira, 24 de junho de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

A LISTA PROIBIDA 2011 - CÓDIGO MUNDIAL ANTI-DOPING


A LISTA PROIBIDA 2011 - CÓDIGO MUNDIAL ANTI-DOPING

RESOLUÇÃO Nº 30, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2010

MINISTÉRIO DO ESPORTE
GABINETE DO MINISTRO

Aprova a Lista de substâncias e métodos proibidos na prática desportiva
e revoga a Resolução nº 27, e 21 de dezembro de 2009.


DOU de 30/12/2010 (nº 250, Seção 1, pág. 219)

O MINISTRO DE ESTADO DO ESPORTE E PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DO ESPORTE, no uso das suas atribuições, e

considerando a proposta apresentada pela Comissão de Combate ao Doping, instituída nos termos da Portaria ME nº 101, de 29 de julho de 2003;

considerando a competência do Conselho Nacional do Esporte - CNE, em expedir diretrizes para o controle de substâncias e métodos proibidos na prática desportiva, assim definidas no inciso VII do art. 11 da Lei nº 9.615, de 24 de março de 1998 (2) e suas alterações;

considerando o que decidiu o Plenário do CNE na 22º Reunião Ordinária realizada dia 17 de dezembro de 2010; e

considerando a Resolução nº 2, de 5 de maio de 2004 (3) do CNE, resolve:

Art. 1º - Aprovar a lista de substâncias e métodos proibidos na prática desportiva, em anexo, que passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2011, de acordo com as normas preceituadas no Código Mundial Antidoping da Agência Mundial Antidoping (AMA), do qual o Brasil é Signatário.

Art. 2º - Fica revogada a Resolução nº 27, de 21 de dezembro de 2009.

ORLANDO SILVA


A LISTA PROIBIDA 2011

CÓDIGO MUNDIAL ANTI-DOPING


Válido a partir de 1º de janeiro de 2011.

Todas as Substâncias Proibidas são consideradas como "substâncias especificadas", exceto as Substâncias das classes S1, S2.1 a S2.5, S4.4 e S6.a e os Métodos Proibidos M1, M2 e M3

SUBSTÂNCIAS E MÉTODOS PROIBIDOS EM QUALQUER TEMPO (EM COMPETIÇÃO E FORA-DE-COMPETIÇÃO)

SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS

S1. AGENTES ANABÓLICOS

Agentes anabólicos são proibidos.

1. Esteróides anabólicos androgênicos (EAA)

a. EAA exógenos (que o corpo não produz naturalmente), incluindo:
  • 1-androstenediol
  • 1-androstenediona
  • Bolandiol
  • Bolasterona
  • Boldenona
  • Boldiona
  • Calusterona
  • Clostebol
  • Danazol
  • Dehidroclorometiltestosterona
  • Desoximetiltestosterona
  • Drostanolona
  • Estanozolol
  • Estembolona
  • Etilestrenol
  • Fluoximesterona
  • Formebolona
  • Furazabol
  • Gestrinona
  • 4-hidroxitestosterona
  • Mestanolona
  • Mesterolona
  • Metandienona
  • Metandriol
  • Metasterona
  • Metenolona
  • Metildienolona
  • Metil-1-testosterona
  • Metilnortestosterona
  • Metiltestosterona
  • Metribolona
  • Mibolerona
  • Nandrolona
  • 19-norandrostenediona
  • Norboletona
  • Norclostebol
  • Noretandrolona
  • Oxabolona
  • Oxandrolona
  • Oximesterona
  • Oximetolona
  • Prostanozol
  • Quimbolona
  • 1-testosterona
  • Tetrahidrogestrinona
  • Trembolona

E outras substâncias com estrutura química semelhante ou efeito(s) biológico(s) similar(es).

b. EAA endógenos (que o corpo produz naturalmente), quando administrados por via exógena:
  • Androstenediol
  • Androstenediona
  • Dihidrotestosterona
  • Prasterona
  • Testosterona
  • E os seguintes metabólitos e isômeros:
  • 5α-androstene-3α,17α -diol;
  • 5α -androstene-3α,17ß-diol;
  • 5α -androstene-3ß,17α -diol;
  • 5α -androstene-3ß,17ß-diol;
  • 4-androstene-3α,17α -diol;
  • 4-androstene-3α,17ß-diol;
  • 4-androstene-3ß,17α -diol;
  • 5-androstene-3α,17α -diol;
  • 5-androstene-3α,17ß -diol;
  • 5-androstene-3ß,17α -diol;
  • 4-androstenediol;
  • 5-androstenediona;
  • 3α -hidroxi-5α -androstan-17-ona;
  • 3ß-hidroxi-5α -androstan-17-ona;
  • 19-norandrosterona;
  • 19-noretiocolanolona;
  • Epi-dihidrotestoterona;
  • Epitestosterona.

2. Outros agentes anabólicos, incluindo mas não limitados a Clembuterol, moduladores seletivos de receptor de androgênio (MSRA), tibolona, zeranol, zilpaterol.

Para compreensão desta seção:

"Exógena": refere-se a uma substância que não é comumente capaz de ser produzida naturalmente pelo corpo

"Endógena": refere-se a uma substância que é capaz de ser produzida naturalmente pelo corpo.

S2. HORMÔNIOS PEPTÍDICOS, FATORES DO CRESCIMENTO E SUBSTÂNCIAS AFINS

As seguintes substâncias e seus fatores de liberação são proibidos:

1. Agentes estimuladores da eritropoese [ex.: Eritropoietina (EPO), darbopoietina (dEPO), metoxipolietilenoglicolepoietina beta (CERA), hematide];
2. Gonadotrofina Coriônica (hCG) e Hormônio Luteinizante (LH), em homens;
3. Insulinas;
4. Corticotrofinas
5. Hormônio do Crescimento (GH), Fator 1 de crescimento semelhantes à Insulina (IGF1) e Fatores Mecânicos de Crescimento (FMCs); Fator de Crescimento derivado de Plaquetas (PDGF), Fatores de Crescimento Fibroblásticos ( FGF), Fator de Crescimento Vascular-endotelial (VEGF), Fator de Crescimento de Hepatócito (HGF), assim como qualquer outro fator de crescimento que afete a síntese/degradação de proteínas de músculo, tendão ou ligamento, a vascularização, utilização de energia, capacidade regenerativa ou conversão do tipo de fibra;
6. Preparações derivadas de plaquetas (e.g. plasma rico em plaquetas, "blood spinning"/sangue superconcentrado em fatores de crescimento e cicatrizantes) administradas por via intramuscular. Outras vias de administração requerem a declaração de Uso em conformidade com a Norma Internacional para Isenção de Uso Terapêutico.
E outras substâncias com estrutura química similar ou efeito(os) biológico(s) similar(es)

S3. BETA-2 AGONISTAS

Todos os beta-2 agonistas (incluindo ambos isômeros quando relevantes) são proibidos, exceto salbutamol (máximo de 1600 microgramas durante 24 horas) e salmeterol por inalação que 6 requerem a declaração de Uso em conformidade com o Padrão Internacional para Isenção de Uso Terapêutico.

A presença de salbutamol na urina em concentração superior a 1.000 ng/mL é compreendida como não sendo uso terapêutico planejado e será considerada como um Resultado Analítico Adverso, a menos que o Atleta prove, através de um estudo farmacocinético controlado, que este resultado anormal seja conseqüência do uso da dose terapêutica (máximo 1600 microgramas durante 24 horas) de salbutamol inalado.

S4. MODULADORES E ANTAGONISTAS HORMONAIS

As seguintes classes são proibidas:

1. Inibidores da aromatase, incluindo, mas não limitados a: aminoglutetimida, anastrazol, androstatrienediona, 4-androstane-3,6,17-triona (6-oxo), exemestano, formestano, letrozol, testolactona.
2. Moduladores seletivos dos receptores de estrogênio (MSRE), incluindo mas não limitados a: raloxifeno, tamoxifeno, toremifeno.
3. Outras substâncias anti-estrogênicas, incluindo mas não limitados a: clomifeno, ciclofenil e fulvestrante.
4. Agentes modificadores da(s) função(ões) da miostatina, incluído(s) mas não limitado(s) a: inibidores da miostatina.

S5. DIURÉTICOS E OUTROS AGENTES MASCARANTES

Agentes mascarantes são proibidos. Estão incluídos:

Diuréticos*, probenecide, expansores do plasma (ex: glicerol, adminstração intra-venosa de albumina, dextrano, hidroxietilamido e manitol) e outras substâncias com efeito(s) biológico(s) semelhante(s).
Diuréticos incluem: acetazolamida, ácido etacrínico, amilorida, bumetanida, canrenona, clortalidona, espironolactona, furosemida, indapamida, metolazona, tiazídicos (ex: bendroflumetiazida, clorotiazida, hidroclorotiazida), triantereno e outra(s) substância(s) com 7 estrutura(s) química(s) ou efeito(s) biológico(s) similar(es) – (exceto drosperinona, pamabron, dorzolamida tópica e brinzolamida tópica, que não são proibidas).

*Uma Isenção de Uso Terapêutico para diuréticos e agentes mascarantes não será válida se uma amostra de urina do atleta contiver tal(ais) substância(s) em associação a níveis limiares ou sublimiares de uma Substância Proibida.

MÉTODOS PROIBIDOS

M1. AUMENTO DA TRANSFERÊNCIA DE OXIGÊNIO

Os seguintes são proibidos:

1. Doping Sangüíneo, incluindo o uso de sangue autólogo, homólogo ou heterólogo ou produtos de glóbulos vermelhos de qualquer origem.
2. Aumento artificial da captação, transporte ou liberação de oxigênio, incluindo mas não limitado aos perfluoroquímicos, efaproxiral (RSR13) e produtos à base de hemoglobina modificada (ex.: substitutos de sangue baseados em hemoglobina, produtos com hemoglobina microencapsulada), excluindo oxigênio suplementar.

M2. MANIPULAÇAO QUÍMICA E FÍSICA

1. É proibida a manipulação ou a tentativa de manipulação, a fim de alterar a integridade e a validade das amostras coletadas durante os procedimentos de controle de doping. Esta Inclui mas não se limita à cateterização, adulteração (Ex.: proteases) e/ou substituição da urina.
2. São proibidas as infusões intravenosas, exceto para aquelas legitimamente recebidas no curso de admissões hospitalares ou investigações clínicas.

M3. DOPING GENÉTICO

Os seguintes, com o potencial de aumentar o desempenho atlético, são proibidos:
1. Transferência de células ou elementos genéticos (Ex.: DNA, RNA);
2. Uso de agentes farmacológicos ou biológicos que alterem a expressão gênica;
3. São proibidos os Agonistas do Receptor Ativado de Proliferação Peroxissomal δ (PPAR δ) (Ex.: GW1516) e Agonistas do Eixo Proteína-quinase PPAR δ-AMP-ativado (AMPK) (Ex.: AICAR)

SUBSTÂNCIAS E MÉTODOS PROIBIDOS EM COMPETIÇÃO

Em adição às categorias S1 a S5 e M1 a M3 definidas acima, as seguintes categorias são proibidas em competição:

SUBSTÂNCIAS PROIBIDA

S6. ESTIMULANTE

Todos os estimulantes (incluindo ambos os isômeros óticos, quando relevantes), são proibidos, exceto os derivados imidazólicos para uso tópico e aqueles estimulantes incluídos no Programa de Monitoramento 2010*. Estimulantes incluem:

a) Estimulantes não especificados
  • Adrafinil
  • Amifenazol
  • Anfepramona
  • Anfetamina
  • Anfetaminil
  • Benfluorex
  • Benzfetamina
  • Benzilpiperazina
  • Bromantan
  • Clobenzorex
  • Cocaína
  • Cropropamida
  • Crotetamida
  • Dimetilanfetamina
  • Etilanfetamina
  • Famprofazona
  • Femproporex
  • Fencamina
  • Fendimetrazina
  • Fenetilina
  • Fenfluramina
  • Fenmetrazina
  • Fentermina
  • Furfenorex
  • Mefenorex
  • Mefentermina
  • Mesocarb
  • Metanfetamina (D-)
  • Metilenodioxianfetamina
  • Metilenodioximetanfetamina
  • Metilexanamina (dimetilpentilamina)
  • Modafinil
  • Norfenfluramina
  • P-Metilanfetamina
  • 4-fenilpiracetam (carfedon)
  • Prenilamina
  • Prolintano
  • Um estimulante não expressamente listado nesta seção é uma substância especificada
  • b) Estimulantes especificados (exemplos):
  • Adrenalina**
  • Metilfenidato
  • Catina***
  • Niquetamida
  • Efedrina****
  • Norfenefrina
  • Estricnina
  • Octopamina
  • Etamivan
  • Oxilofrina
  • Etilefrina
  • Parahidroxianfetamina
  • Fembutrazato
  • Pemolina
  • Femprometamina
  • Pentetrazol
  • Fencanfamina
  • Propilexedrina
  • Heptaminol
  • Pseudoefedrina *****
  • Isometepteno
  • Selegina
  • Levomentanfetamina
  • Sibutramina
  • Meclofenoxato
  • Tuamino-heptano
  • Metilefedrina ****

E outras substâncias com estrutura química ou efeito(s) biológico(s) semelhante(s).

*As seguintes substâncias incluídas no Programa de Monitoramento 2010 (bupropiona, cafeína, fenilefrina, fenilpropanolamina, pipradol, sinefrina) não são consideradas como Substâncias Proibidas.
**Adrenalina associada com agentes anestésicos locais ou por administração local (Ex: nasal, oftalmológica) não é proibida.
***Catina é proibida quando sua concentração urinária for superior a 5 µg/mL.
****Efedrina e metilefedrina são proibidas quando sua(s) concentração(ões) urinária(s) forem superiores a 10 µg/mL.
***** Pseudoefedrina é proibida quando sua concentração na urina for superior a 150 µg/mL.

S7. NARCÓTICOS

  • Os seguintes narcóticos são proibidos:
  • Buprenorfina
  • Dextromoramida
  • Diamorfina (heroína)
  • Fentanil e seus derivados
  • Hidromorfona
  • Morfina
  • Metadona
  • Oxicodona
  • Oximorfona
  • Pentazocina
  • Petidina

S8. CANABINÓIDES

São proibidos o tetrahidrocanabinol-Δ9 (THC) e canabinóides similares a THC (Ex: haxixe, maconha, HU-210).

S9. GLICOCORTICÓIDES

Todos os glicocorticóides são proibidos quando administrados por via oral, retal, intravenosa ou intramuscular.

De acordo com o Padrão Internacional para Isenção de Uso Terapêutico, uma Declaração de Uso tem que ser feita pelo atleta para glicocorticóides administrados por vias intra-articular, periarticular, Peri-tendínea, epidural, intradérmica ou inalatória, exceto as vias descritas abaixo.

Preparações tópicas, quando usadas em desordens otológicas, bucais, dermatológicas (incluindo iontoforese/fonoforese), gengivais, nasais, oftalmológicas e peri-anais não são proibidas e não requerem uma Isenção de Uso Terapêutico ou Declaração de Uso.

SUBSTÂNCIAS PROIBIDAS EM DETERMINADOS ESPORTES

P1. ÁLCOOL

Álcool (etanol) é proibido apenas em competição, e nos seguintes esportes. A detecção será conduzida pela análise respiratória e/ou sangüínea. O limiar para violação da regra antidoping (valores hematológicos) é de 0,10 g/L.

  • Aeronáutica (FAI)
  • Automobilismo (FIA)
  • Boliche de 9 e 10 pinos (FIQ)
  • Lancha de Potência (UIM)
  • Karatê (WKF)
  • Motociclismo (FIM)
  • Pentatlon Moderno - nas modalidades que
  • envolvem tiro (UIPM)
  • Tiro com Arco (FITA)

P2. BETA-BLOQUEADORES

Ao menos que seja especificado em contrário, beta-bloqueadores são proibidos apenas em competição, nos seguintes esportes:

  • Aeronáutica (FAI)
  • Automobilismo (FIA)
  • Bilhar e Sinuca (WCBS)
  • Bobsleigh (FIBT)
  • Bocha (CMSB)
  • Boliche de 9 ou 10 pinos (FIQ)
  • Bridge (FMB)
  • Curling (WCF)
  • Esqui/Snowboard (FIS) no salto com esqui, aéreos estilo livre/halfpipe e snowboard halfpipe/big air
  • Ginástica (FIG)
  • Golfe (IGF)
  • Lancha de Potência (UIM)
  • Luta (FILA)
  • Motociclismo (FIM)
  • Pentatlo Moderno (UIPM, nas modalidades envolvendo tiro)
  • Tiro com Arco (FITA, IPC): também proibidos
  • Tiro esportivo (ISSF, IPC): também proibidos fora de competição
  • Vela (ISAF, somente para timoneiros em match race)
  • Beta-bloqueadores incluem, mas não se limitam, aos seguintes compostos:
  • Acetabutolol
  • Alprenolol
  • Atenolol
  • Betaxolol
  • Bisoprolol
  • Bunolol
  • Carteolol
  • Carvedilol
  • Celiprolol
  • Esmolol
  • Labetalol
  • Levobunolol
  • Metipranolol
  • Metoprolol
  • Nadolol
  • Oxprenolol
  • Pindolol
  • Propranolol
  • Sotalol
  • Timolol