quinta-feira, 29 de junho de 2017

Profissionais de educação física condenam PL que exige posto médico em academias

Em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços Câmara dos Deputados, profissionais de educação física e representantes de academias de ginástica e prática esportiva pediram 22/06/17,  que seja rejeitado o Projeto de Lei 4667/16, que determina que todos os estabelecimentos para prática de exercícios físicos tenham posto médico habilitado para fazer ressuscitação cardiopulmonar e atender casos de urgência.


Segundo a justificativa do autor do projeto, deputado Francisco Floriano (DEM-RJ), a medida “é crucial para a sobrevivência de vítimas de parada cardiorrespiratória”.

 O autor cita casos publicados na imprensa de mortes súbitas ocorridas em academias e argumenta que o atendimento rápido, sob fiscalização da vigilância sanitária, pode evitar os óbitos.

O presidente da Associação Brasileira de Academias (Acad), Gustavo Borges, fez um apelo aos parlamentares para que a proposta não seja aprovada. 
O atleta argumentou que leis com essa atrapalham o setor, que ao ser obrigado a instalar uma estrutura médica em suas unidades, pode gerar o aumento dos custos, promover o desemprego e reduzir o acesso de pessoas à atividade física.
Segundo a Acad, no Brasil funcionam cerca de 34 mil academias, o que coloca o país em segundo lugar no mundo em número de estabelecimentos dessa natureza. Borges afirmou ainda que o Brasil não tem médicos suficientes para atender a demanda e a medida poderia agravar a situação da saúde no país. ”Quanto mais saudável é a população, menos vamos gastar com remédios e seguros de saúde”, disse.

Para Mônica Marques, diretora técnica da rede de academias Companhia Atlética, a justificativa do projeto não se sustenta, uma vez que não existe no Brasil estatísticas sólidas que comprovem ocorrência significativa de mortes súbitas dentro dos estabelecimentos. A profissional de educação física argumentou que a principal causa de mortes é o sedentarismo, que provoca diversas doenças crônicas, como diabetes, obesidade e hipertensão, e não a prática de atividade física nas academias.

Os estudos nacionais existentes mostram que quase 60% da população ativa brasileira se exercita ao ar livre e a real incidência de morte súbita no esporte é desconhecida no país. No mundo, estatísticas apontam que a cada 100 mil habitantes, morrem 30 pessoas de forma súbita. Se a pessoa pratica atividade física, a incidência cai para 2,1 mortes a cada 100 mil habitantes. “Para indivíduos saudáveis que se exercitam, principalmente sob orientação de profissional, o risco de morte é muito mais baixo”, disse.


Pesquisa de um grupo de cardiologistas da Universidade de São Paulo (USP), segundo a qual mais de 80% das mortes súbitas ocorridas em São Paulo, em um período de cinco anos, se deu em domicílio ou em salas de emergência. Apenas 6% teriam ocorrido durante a prática esportiva.
O professor Luiz Carnevali, mestre e doutor em Ciências pela USP, também avaliou que a implantação de postos médicos nas academias é inviável e desnecessária. “Entendemos que esta implantação é desproporcional, porque vai representar na verdade um empecilho à disseminação da atividade física”, defendeu.
O pesquisador argumentou que os postos médicos não oferecem nenhuma saída prática para a ocorrência de morte súbita em academias. E explicou que o profissional de educação física passa por formação que o capacita a fazer o atendimento de primeiros socorros na academia.
 “O que leva à morte são excessos, abusos e doenças preexistentes. Os dados de sedentarismo no Brasil são elevadíssimos e o número de pessoas frequentando academias é baixíssimo”, disse Carnevali.
Para o professor, a solução para redução do número de mortes é a formulação de programas que incentivem alimentação mais saudável e a prática de atividade física. “A academia é o fator de controle pra que as ocorrências como a morte súbita não aconteçam”, acrescentou.

O projeto também foi duramente criticado por representantes de sindicatos das academias e pelo Conselho Federal de Educação Física (CFEF).
O PL ainda precisa ser votado em duas comissões temáticas da Câmara e, por fim, passar pela análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Se nem o governo federal consegue estruturas postos de atendimentos e hospitais com médicos capacitados, imaginem uma academia...


quarta-feira, 28 de junho de 2017

A educação física do Bullying

Bullying  é uma prática conhecida por agressões repetitivas e intencionais, de caráter físico e/ou verbal, realizado por uma ou mais pessoas. 

Além de ser desconfortável, pode causar danos físicos e emocionais  permanentes, que acompanham o indivíduo por toda a vida.

 No período entre 2012 e 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de humilhações e ofensas entre estudantes cresceu de 35,3% para 46,6%, sendo a aparência física um dos principais motivos desse tipo de comportamento.

Ser chamado por apelidos ou ofensas relacionadas ao excesso de peso e aparência física diferente de determinados padrões que a sociedade rotula são formas de desencadear nas crianças e jovens comportamentos prejudiciais à saúde e que agem como resposta a esse mal que sofrem.

No ambiente da educação física escolar, modelos onde a criança é exposta o tempo todo a atividades competitivas, que acabam privilegiando os mais habilidosos, que são a minoria comparado aos demais, faz com que presenciemos um cenário diferente do real propósito da disciplina (ensinar os conteúdos mais importantes da vida das pessoas para que consigam ter comportamentos que tragam longevidade e qualidade de vida).


A situação acaba se agravando quando a própria família apoia esse modelo excludente de atividade física, onde se é “xingado”, “maltratado” e humilhado, tendo como por exemplo o momento da escolha dos times, onde algumas crianças carregam a marca de serem sempre os últimos selecionados pelo fato de serem os “piores”, “mais lentos” e “ruins” das turmas.

Para lidar com isso, primeiro deve-se entender que a educação física moderna deve trabalhar conteúdos, assim como as demais disciplinas, sendo a parte prática um momento de experiência, onde a criança aprende sobre seu corpo, diferenças relacionadas à genética, composição, antropometria, fisiologia e diversos outros aspectos fundamentais para a saúde.

Com essa compreensão, a criança começa a ter um senso mais bem apurado sobre o exercício e entender o motivo que uma pessoa é diferente da outra em termos corporais, bem como o efeito que acontece por meio da prática regular de atividade física, além da boa alimentação e do controle emocional.

As melhores e mais inteligentes escolas e colégios de todo o mundo já entenderam, por meio de diversas pesquisas que temos disponíveis na literatura, que o caminho para se ter uma sociedade saudável, com melhores hábitos e que favoreçam para a qualidade de vida da população devem começar pela quebra de paradigmas, criando um modelo educacional que dê privilégio a ciência e novas e eficientes formas de se movimentar, diminuindo os motivos para que uma criança ou jovem se sinta mal e fique marcada por toda a vida.

Para pais  que ainda não se preocupavam com o modelo de educação física nos colégios de seus filhos, a partir da incidência dessa práticas começam a observar e avaliar a filosofia da instituição de ensino.
Quais os procedimentos tomados em caso de bullying.
A educação física não pode se abster dessa questão, o estigma segregador que normalmente se vende na indústria cinematográfica americana, onde fortes devoram o mais fraco. 

Essa realidade não pode ser nosso sonho encantado...

Estudante com paralisia cerebral vence limitações e se formará em Educação Física

Estudante com paralisia cerebral vence limitações e se formará em Educação Física
Quem fez faculdade de Educação Física com currículo "antigo", a turma da velha guarda, numa época onde havia até prova de rendimento com índices a serem superados, não consegue imaginar como foi possível um cadeirante concluir o bacharelado.
Florianópolis 
O acadêmico do curso em Bacharelado em Educação Física da Unisul Campus Grande Florianópolis , Pedra Branca, Augusto Delfino, é o primeiro aluno com paralisia cerebral que colará grau no Brasil. 
Nesta quarta-feira (28/06/17) às 10h30min, o estudante  irá defender seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que fala sobre “Qualidade dos Serviços prestados no Estádio da Ressacada”. 
O trabalho foi orientado pelo professor Rafael Andreis e terá como banca a professora Maria Leticia Knorr, Coordenadora do Curso de Educação Física, e a professora Fabiana Figueiredo.
O Augusto Delfino colará grau no dia 16 de setembro deste ano e com isto se tornará o primeiro alunos com paralisia cerebral a colar grau em Bacharelado em Educação Física do Brasil. 
Para a coordenadora do curso Educação Física da Unisul, Campus Grande Florianópolis, Pedra Branca, Maria Leticia Knorr,  esta é uma grande conquista e que proporciona muito orgulho. 
“Foi um desafio para todo o grupo e para a universidade que adaptou todos os processos de modo a receber e formar com qualidade o Augusto. Não somente nos orgulha, mas representa uma alegria muito grande poder fazer parte desta caminhada de tantos desafios e ensinamentos”.

Nossa área é muito ampla e tem espaços para praticamente todos. Se ainda não existe onde atuar, com certeza em breve haverá...



Fonte: Unisul Hoje

terça-feira, 11 de abril de 2017

Mercado na Contra Mão


Mercado profissional em risco
Na contramão da cidadania, anteprojeto defende que ex-atleta sem formação possa atuar como Treinador de Futebol


Está em tramitação na Câmara dos Deputados um anteprojeto de Lei (Relatório 5/2017) que reforma a Lei Pelé e o Estatuto do Torcedor.
A proposta, analisada pela Comissão Especial de Reformulação da Legislação do Esporte, propõe um retrocesso ao atribuir a indivíduos sem formação superior a condição de Treinador de Futebol.
Pretende-se, deste modo, permitir que ex-jogadores sem o devido conhecimento científico, biológico, pedagógico e éticos, atuem como treinadores de crianças, jovens, mulheres, pessoas com deficiência, entre outros, colocando em risco a saúde desses indivíduos.

Para o relator do anteprojeto, deputado federal Rogério Marinho (RN), a proposta preocupa-se com o futuro do ex-jogador de Futebol, que ao longo da carreira esportiva não tem a oportunidade de estudar, sendo necessária a oferta de uma ocupação. A proposta é defendida ainda pelos deputados federais Deley(RJ) e Danrlei de Deus Hinterholz (RS), ambos ex-atletas. Percebe-se, com isso, uma reserva de mercado em detrimento de uma formação cidadã.

O anteprojeto delega, ainda, à entidade nacional de administração do futebol a certificação dos treinadores.
Esta é mais uma distorção da proposta, pois não prevê a exigência de educação formal – de responsabilidade do Ministério da Educação.
No lugar de relativizar questões legais, os parlamentares deveriam instigar o estudo ao longo da carreira esportiva, bem como incentivar as entidades do desporto a exigir dos atletas a formação, o que possibilitaria ao atleta uma futura inserção profissional, no esporte ou não. Isto não é utopia. Temos como exemplo a Confederação Brasileira de Ginástica e clubes de Futebol como o Grêmio, que incentivam a formação dos seus atletas.

Várias Confederações Esportivas também são exemplos recentes de incentivo para que os técnicos sejam profissionais graduados em Educação Física.
A distorção histórica fica por conta do desinteresse das entidades do Sistema Desportivo Nacional, da politicagem reinante e dos aproveitadores que percebem neste filão um excelente meio de obter lucros sem nenhum compromisso com o desenvolvimento do país ou da construção de uma sociedade democrática.
Infelizmente, estão dando pouca importância e relevância à qualidade em detrimento da quantidade.
A educação é a chave da porta que separa os países desenvolvidos dos mais pobres e em desenvolvimento. O futuro do mundo pertence às nações que atribuíram e continuam a atribuir prioridade absoluta à educação. Ao lado da formação cidadã, elas constroem o alicerce para o desenvolvimento de qualquer nação. O Brasil precisa levar essa questão a sério e agir de forma concreta, não somente nos períodos eleitorais através de discursos. Do mesmo modo, os parlamentares do Congresso Nacional precisam promover esta reforma no pensamento.
O esporte é um meio e, portanto, requer que seja ensinado, orientado e ministrado por profissional com conhecimentos científicos, biológicos, pedagógicos e éticos. A formação possibilita uma intervenção adequada, segura e digna, voltada ao desenvolvimento humano e compatível com suas individualidades
Sem uma orientação esportiva e, no caso particular, sem orientação para que as escolinhas de Futebol sejam conduzidas por profissional qualificado e competente, contribuímos para a manutenção de um círculo vicioso dos desníveis sociais. Portanto, temos a obrigação de mudar os rumos da história, de reverter este processo corrosivo e dar a todos o direito constitucional de atendimento digno e de qualidade. Não se trata apenas de uma questão legal, garantir o direito das crianças e jovens ao esporte dinamizado por profissional habilitado é um dever de todos nós.
Confira a listagem dos membros da Comissão Especial de Reformulação da Legislação do Esporte e entre em contato com os parlamentares que têm o poder de propor mudanças ao anteprojeto.
Presidente: Andres Sanchez (SP) - dep.andressanchez@camara.leg.br
1º Vice-Presidente: Afonso Hamm (RS) - dep.afonsohamm@camara.leg.br
2º Vice-Presidente: José Rocha (BA) - dep.joserocha@camara.leg.br
3º Vice-Presidente: Goulart (SP) - dep.goulart@camara.leg.br
Relator: Rogério Marinho (RN) - dep.rogeriomarinho@camara.leg.br
Daniel Vilela (GO) dep.danielvilela@camara.leg.br
Deley (RJ) dep.deley@camara.leg.br
Hélio Leite (PA) dep.helioleite@camara.leg.br
Hiran Gonçalves (RR) dep.hirangoncalves@camara.leg.br
João Arruda (PR) dep.joaoarruda@camara.leg.br
Lucas Vergilio (GO) dep.lucasvergilio@camara.leg.br
Marcelo Aro (MG) dep.marceloaro@camara.leg.br
Marcio Marinho (BA) dep.marciomarinho@camara.leg.br
Marcus Vicente (ES) dep.marcusvicente@camara.leg.br
Cabo Sabino (CE) dep.cabosabino@camara.leg.br
Danrlei de Deus Hinterholz (RS) dep.danrleidedeushinterholz@camara.leg.br
Orlando Silva (SP) dep.orlandosilva@camara.leg.br
Vicente Candido (SP) dep.vicentecandido@camara.leg.br
Arthur Virgílio Bisneto (AM) dep.arthurvirgiliobisneto@camara.leg.br
Otavio Leite (RJ) dep.otavioleite@camara.leg.br
Uldorico Junior (BA) dep.ulduricojunior@camara.leg.br
Valadares Filho (SE) dep.valadaresfilho@camara.leg.br
André Figueiredo (CE) dep.andrefigueiredo@camara.leg.br
Arnaldo Faria de Sá (SP) dep.arnaldofariadesa@camara.leg.br
Augusto Coutinho (PE) dep.augustocoutinho@camara.leg.br
José Otávio Germano (RS) dep.joseotaviogermano@camara.leg.br
Jovair Arantes (GO) dep.jovairarantes@camara.leg.br
Roberto Alves (SP) dep.robertoalves@camara.leg.br
Rogério Peninha Mendonça (SC) dep.rogeriopeninhamendonca@camara.leg.br
Evandro Roman (PR) dep.evandroroman@camara.leg.br
Fábio Mitidieri (SE) dep.fabiomitidieri@camara.leg.br
Silas Freire (PI) dep.silasfreire@camara.leg.br
Fábio Sousa (GO) dep.fabiosousa@camara.leg.br
Lobbe Neto (SP) dep.lobbeneto@camara.leg.br
Pedro Vilela (AL) dep.pedrovilela@camara.leg.br
Roberto Góes (AP) dep.robertogoes@camara.leg.br
João Derly (RS) dep.joaoderly@camara.leg.br

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

CONFEF se posiciona contra Medida Provisória de reforma do Ensino Médio


O Conselho Federal de Educação Física se posiciona radicalmente contra a Medida Provisória publicada nesta sexta-feira, 23/09, pelo Governo Michel Temer, que altera os parágrafos 1º, 2º, 3º e 7º do Art.26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).


Com a alteração, a disciplina de Educação Física que antes era prevista em todas as etapas da educação básica (infantil, fundamental e médio) passa a ser obrigatória apenas nos ensinos infantil e fundamental.

O CONFEF considera um contrassenso que no momento em que inúmeras pesquisas apontam o crescimento da obesidade e do sedentarismo infanto-juvenil, e sabendo que a atividade física é a medida mais eficaz para evitar esse mal, o Governo Federal proponha a retirada da Educação Física do Ensino Médio. 

Sobretudo por se tratar do país que acabou de atravessar a década de megaeventos esportivos, sediando recentemente os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, onde ficou clara a importância da atividade física na manutenção da saúde e da formação cidadã.

A MP ainda terá de ser aprovada em até 120 dias pela Câmara e pelo Senado, caso contrário, perderá o efeito. 

Desta forma, o Conselho Federal de Educação Física se compromete a fazer todo o esforço possível junto ao Congresso Nacional a fim de rejeitar a medida. Contamos ainda com o apoio dos Profissionais de Educação Física e da sociedade em geral para trabalhar junto aos Deputados e Senadores dos seus respectivos estados a reprovação da proposta.

Ministro do Esporte defende obrigatoriedade da educação física no Ensino Médio


Leonardo Picciani exalta a Rede Nacional de Treinamento como peça-chave para o futuro durante audiência na Câmara dos Deputados
O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, participou nesta quarta-feira (05.10) de audiência pública na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados para falar sobre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e o legado dos megaeventos. Questionado pelos parlamentares sobre a proposta que retiraria a obrigatoriedade das aulas de educação física do currículo do Ensino Médio, Picciani se posicionou contrário à medida, mas destacou que a discussão deve ser mais ampla.

“Minha posição enquanto ministro do Esporte é na defesa da permanência da educação física como matéria curricular obrigatória. Mas é inegável que o Ensino Médio precisa de uma reforma que modernize, aumente o interesse e o torne mais contemporâneo e aplicável à vida das pessoas”, opinou.
 “A efetividade da prática não é uma questão curricular. Não creio que devemos parar por aí. Devemos avançar na prática da educação física, ofertando a disciplina ao total de estudantes, seja com a presença de profissionais da área ou com a oferta de equipamentos e modalidades”, prosseguiu.
O ministro também discutiu sobre os rumos do esporte para os próximos ciclos olímpicos e paralímpicos e o legado dos Jogos para o país. “O principal legado é a inspiração para que as pessoas pratiquem, vivam e acompanhem o esporte, mas, sobretudo, o entendam como uma política pública de primeira grandeza, fundamental para a vida das pessoas, para o desenvolvimento humano e da economia”, destacou o ministro, que recebeu sugestões e perguntas dos deputados.
Rede Nacional
Uma das principais missões do Ministério do Esporte, apontada por Leonardo Picciani para o período pós-Jogos, é aproveitar a Rede Nacional de Treinamento, desenvolvida pela pasta para criar um encadeamento da carreira dos atletas da base ao alto rendimento. “É nosso carro-chefe para o ano que vem. O país investiu na construção da infraestrutura esportiva e ela não pode ficar ociosa e abandonada. Queremos identificar todos esses equipamentos, tê-los à disposição e dividir as categorias onde cada modalidade terá seu caminho a percorrer, desde a iniciação escolar até aqueles que desenvolverem a capacidade de se tornarem atletas de alto rendimento”.

Segundo Picciani, um dos passos para conseguir aproveitar a infraestrutura de maneira mais ampla passa pela disponibilização dos espaços para todos os âmbitos do esporte. “Uma das ideias que nos motiva a organizar a Rede Nacional de Treinamento é poder propor aos estados e municípios que esses equipamentos, inclusive os de nível olímpico, possam ser usados de modo compartilhado e organizado pelo esporte escolar. Não existe esporte de alto rendimento se não tiver base, mas o alto rendimento também é fundamental para a base. São os ídolos que inspiram os jovens. Um alimenta o outro”, defendeu.
Os Parques Olímpicos da Barra e de Deodoro formarão o topo da Rede Nacional. Para o ministro, a melhor forma de aproveitar os espaços é mantê-los ocupados o ano inteiro. “Temos que criar um cenário sólido, perene e efetivo de eventos. Seja de treinamento, de inclusão social, de iniciação ao esporte ou de competições de alto nível”, destacou o ministro, adiantando que há a intenção de trazer eventos de ciclismo para o Velódromo Olímpico e a transformação do Rio Open de tênis em um evento da série ATP 1.000. “O legado estrutural é uma ferramenta para o que realmente importa: levar o esporte às pessoas, nas mais diversas dimensões e propósitos”, acrescentou Picciani.


 Incentivo
Outro ponto tratado pelo ministro foi a adequação da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE). Atualmente, o teto de dedução fiscal para empresas é de 1%, o que faz com que 40% dos recursos disponíveis não sejam utilizados. “Na cultura o limite é de 4%. Têm propostas aqui na Câmara que elevam para 3% (a alíquota da LIE) e isso seria fundamental. Permitirá que empresas de menor porte possam participar, fazendo a promoção de eventos locais nas pequenas e médias cidades”, prosseguiu.
Vagner Vargas – Brasil2016.gov.br

terça-feira, 16 de agosto de 2016

BADMINTON. OQUE É ISSO?

Nos jogos do Rio 16 podemos ver esportes que não conhecemos tão bem no nosso cotidiano, entre eles Badminton.


As Regras



1) Para começar o jogo:

- com uma moeda ou com a própria peteca, faça um sorteio. O vencedor tem a opção de servir (sacar), receber ou optar por um dos lados da quadra. 
Os atletas têm direito a um aquecimento de dois minutos antes do início do jogo.


2) Posição na quadra no começo de um game :

- a pessoa que serve deve ficar dentro da área de serviço no lado direito da quadra (olhando para a rede). 
Quem recebe fica do outro lado da rede dentro da área de serviço no lado direito da quadra, na diagonal de quem serve. Nos jogos em duplas, o parceiro pode ficar em qualquer lugar da quadra desde que não bloqueie a visão do recebedor.

3) Posição de quem serve:

- se o placar de quem serve for par, o serviço deve ser feito do lado direito da quadra. Se o placar for ímpar, do lado esquerdo da quadra. Nos jogos em duplas a regra é a mesma. O servidor permanece servindo sempre que ele ou sua dupla ganhar o rally.

4) Serviço:

- os saques, no Badminton, sempre são realizados na diagonal, como no tênis. 
O serviço, tanto no jogo de simples quanto no de duplas, inicia-se pelo lado direito da quadra de quem serve que deve lançar a peteca obliquamente sobre a rede, para o seu lado esquerdo da quadra adversária - Vencendo o ponto, continua servindo o mesmo jogador, devendo inverter a sua posição na quadra. Servirá, então, na sua esquerda para o seu lado direito da quadra adversária. 
Havendo perda do ponto, o serviço passa para o lado adversário. - o recebedor não deve se mexer até que quem serve golpeie a peteca.

Quem serve tem que: manter parte de ambos os pés numa posição imóvel no chão; acertar a base da peteca primeiro; a peteca inteira ficará abaixo da linha de cintura no instante em que é golpeada; o cabo da raquete do servidor no instante em que a peteca é golpeada apontará para baixo; o movimento da raquete será contínuo até o final do serviço.

5) Durante o jogo:

- se o jogador ganhar a disputa da jogada (rally), ele marca um ponto, mudando o lado do serviço e continuando a servir. Se ele perde o rally, seu oponente marca um ponto e passa a servir. 
Nos jogos em duplas, se a dupla servidora ganhar o rally, um ponto é marcado e o servidor muda de lado e continua a servir. Se eles perderem o rally, o serviço passa para a dupla adversária.

6) Servindo ou recebendo do lado errado:

- se um erro de área de serviço for cometido, o erro não será corrigido e o jogo continuará sem mudança na área de serviço dos jogadores.

7) O let ocorre quando:

- ocorre uma interferência de fora do jogo como, por exemplo, uma peteca de outra quadra que cai na sua quadra.

8) Será considerado falta:

a) se o atleta (raquete ou roupa inclusive) encostar na rede enquanto a peteca está em jogo; 
b) se a peteca acerta o jogador, sua roupa, teto ou arredores da quadra; 
c) se a peteca cair fora das linhas da quadra (a linha é considerada parte da quadra); 
d) se o jogador invade ou acerta a peteca no lado oposto da rede (não vale 'carregar' a peteca); 
e) se a peteca for golpeada duas vezes do mesmo lado da quadra; 
f) se houver interferência com a peteca, mau comportamento ou 'cera', o jogador perde o serviço ou o oponente ganha um ponto; 
g) se o parceiro do recebedor receber o serviço; 
h) se o servidor faz o movimento e erra a peteca.

- obs: se a peteca acertar a rede e cair do lado oposto, o serviço é válido, desde que ela caia na área de serviço.

9) Fim do jogo:

- os jogos são disputados num total três games. 
O vencedor é o que ganhar dois games primeiro.
 Em todas as modalidades, os games são de 21 pontos. 
Se houver empate em 20 pontos, vencerá aquele que abrir 2 pontos de vantagem. 
Havendo empate em 29, vencerá aquele que fizer 30 pontos. 
O jogador que venceu o primeiro game serve primeiro do outro lado da quadra no novo game. 
O ganhador do segundo game muda de lado e começa servindo no terceiro game. 
No terceiro game, o jogador muda de lado e continua servindo no décimo primeiro ponto.

10) Tempo durante o jogo:

- sempre que o 1º jogador/dupla atingir 11 pontos um tempo de 60 segundo é concedido. 
Esta regra vale para qualquer game. - nos intervalos do 1º para o 2º game e do 2º para o 3º game (se houver) um intervalo de dois minutos é concedido.

11) Quadra:

O badminton pode ser praticado ao ar livre, mas o ideal é que ele seja jogado em quadra coberta, onde não ocorram correntes de ar. 
Não é aconselhado também o uso de sistema de ventilação que movimente o ar, o que atrapalharia o jogo. 
O piso da quadra deve ser feito de material antiderrapante, e suas marcações serão feitas de cores facilmente identificáveis (branco ou amarelo). 
O espaço entre a quadra e as paredes que cercam o recinto não deve ter menos de 1m (até as paredes laterais), e de um 1,5m (para as paredes de fundo).

A rede de badminton deve ficar a 1,55m de altura do chão.
 Ela deve ter uma trama bem esticada de forma que seus fios superiores fiquem no mesmo alinhamento dos postes. a rede pode ser fixada em postes ou em suportes fora da área da quadra. 
Brasil no Badminton
Primeiro e único brasileiro a conseguir se classificar para os Jogos Olímpicos no badminton, Ygor Coelho encerrou sua participação no Rio-2016 . Formado em um projeto social criado pelo próprio pai, Sebastião, na comunidade da Chacrinha, ele comemorou o Dia dos Pais sendo aplaudido de pé .
Jogando contra o alemão Marc Zwiebler, bronze no Europeu deste ano e muito mais experiente, Ygor não teve a menor chance. Perdeu por 2 sets a 0 (duplo 21/12), mas não deixou de vibrar. 
Foi ovacionado pelo público que lotava a instalação e parabenizado também pelo adversário. Os dois trocaram de camisas, o que não é usual no esporte olímpico.
Na estreia, sábado, Ygor já havia sido derrotado pelo irlandês Scott Evans, em um jogo que havia a expectativa de vitória do brasileiro. Com as duas derrotas, ele nem chegou ao mata-mata.

Mesma campanha fez Lohaynny Vicente, que disputou o Rio-2016 convidada por ser anfitriã. Ela estreou na quinta e encerrou sua participação no sábado. Perdeu para Saina Nehwal, da Índia, e para Maria Ulitina, da Ucrânia. Ela também foi revelada no projeto social de 'Seu Sebastião'.