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terça-feira, 11 de abril de 2017

Mercado na Contra Mão


Mercado profissional em risco
Na contramão da cidadania, anteprojeto defende que ex-atleta sem formação possa atuar como Treinador de Futebol


Está em tramitação na Câmara dos Deputados um anteprojeto de Lei (Relatório 5/2017) que reforma a Lei Pelé e o Estatuto do Torcedor.
A proposta, analisada pela Comissão Especial de Reformulação da Legislação do Esporte, propõe um retrocesso ao atribuir a indivíduos sem formação superior a condição de Treinador de Futebol.
Pretende-se, deste modo, permitir que ex-jogadores sem o devido conhecimento científico, biológico, pedagógico e éticos, atuem como treinadores de crianças, jovens, mulheres, pessoas com deficiência, entre outros, colocando em risco a saúde desses indivíduos.

Para o relator do anteprojeto, deputado federal Rogério Marinho (RN), a proposta preocupa-se com o futuro do ex-jogador de Futebol, que ao longo da carreira esportiva não tem a oportunidade de estudar, sendo necessária a oferta de uma ocupação. A proposta é defendida ainda pelos deputados federais Deley(RJ) e Danrlei de Deus Hinterholz (RS), ambos ex-atletas. Percebe-se, com isso, uma reserva de mercado em detrimento de uma formação cidadã.

O anteprojeto delega, ainda, à entidade nacional de administração do futebol a certificação dos treinadores.
Esta é mais uma distorção da proposta, pois não prevê a exigência de educação formal – de responsabilidade do Ministério da Educação.
No lugar de relativizar questões legais, os parlamentares deveriam instigar o estudo ao longo da carreira esportiva, bem como incentivar as entidades do desporto a exigir dos atletas a formação, o que possibilitaria ao atleta uma futura inserção profissional, no esporte ou não. Isto não é utopia. Temos como exemplo a Confederação Brasileira de Ginástica e clubes de Futebol como o Grêmio, que incentivam a formação dos seus atletas.

Várias Confederações Esportivas também são exemplos recentes de incentivo para que os técnicos sejam profissionais graduados em Educação Física.
A distorção histórica fica por conta do desinteresse das entidades do Sistema Desportivo Nacional, da politicagem reinante e dos aproveitadores que percebem neste filão um excelente meio de obter lucros sem nenhum compromisso com o desenvolvimento do país ou da construção de uma sociedade democrática.
Infelizmente, estão dando pouca importância e relevância à qualidade em detrimento da quantidade.
A educação é a chave da porta que separa os países desenvolvidos dos mais pobres e em desenvolvimento. O futuro do mundo pertence às nações que atribuíram e continuam a atribuir prioridade absoluta à educação. Ao lado da formação cidadã, elas constroem o alicerce para o desenvolvimento de qualquer nação. O Brasil precisa levar essa questão a sério e agir de forma concreta, não somente nos períodos eleitorais através de discursos. Do mesmo modo, os parlamentares do Congresso Nacional precisam promover esta reforma no pensamento.
O esporte é um meio e, portanto, requer que seja ensinado, orientado e ministrado por profissional com conhecimentos científicos, biológicos, pedagógicos e éticos. A formação possibilita uma intervenção adequada, segura e digna, voltada ao desenvolvimento humano e compatível com suas individualidades
Sem uma orientação esportiva e, no caso particular, sem orientação para que as escolinhas de Futebol sejam conduzidas por profissional qualificado e competente, contribuímos para a manutenção de um círculo vicioso dos desníveis sociais. Portanto, temos a obrigação de mudar os rumos da história, de reverter este processo corrosivo e dar a todos o direito constitucional de atendimento digno e de qualidade. Não se trata apenas de uma questão legal, garantir o direito das crianças e jovens ao esporte dinamizado por profissional habilitado é um dever de todos nós.
Confira a listagem dos membros da Comissão Especial de Reformulação da Legislação do Esporte e entre em contato com os parlamentares que têm o poder de propor mudanças ao anteprojeto.
Presidente: Andres Sanchez (SP) - dep.andressanchez@camara.leg.br
1º Vice-Presidente: Afonso Hamm (RS) - dep.afonsohamm@camara.leg.br
2º Vice-Presidente: José Rocha (BA) - dep.joserocha@camara.leg.br
3º Vice-Presidente: Goulart (SP) - dep.goulart@camara.leg.br
Relator: Rogério Marinho (RN) - dep.rogeriomarinho@camara.leg.br
Daniel Vilela (GO) dep.danielvilela@camara.leg.br
Deley (RJ) dep.deley@camara.leg.br
Hélio Leite (PA) dep.helioleite@camara.leg.br
Hiran Gonçalves (RR) dep.hirangoncalves@camara.leg.br
João Arruda (PR) dep.joaoarruda@camara.leg.br
Lucas Vergilio (GO) dep.lucasvergilio@camara.leg.br
Marcelo Aro (MG) dep.marceloaro@camara.leg.br
Marcio Marinho (BA) dep.marciomarinho@camara.leg.br
Marcus Vicente (ES) dep.marcusvicente@camara.leg.br
Cabo Sabino (CE) dep.cabosabino@camara.leg.br
Danrlei de Deus Hinterholz (RS) dep.danrleidedeushinterholz@camara.leg.br
Orlando Silva (SP) dep.orlandosilva@camara.leg.br
Vicente Candido (SP) dep.vicentecandido@camara.leg.br
Arthur Virgílio Bisneto (AM) dep.arthurvirgiliobisneto@camara.leg.br
Otavio Leite (RJ) dep.otavioleite@camara.leg.br
Uldorico Junior (BA) dep.ulduricojunior@camara.leg.br
Valadares Filho (SE) dep.valadaresfilho@camara.leg.br
André Figueiredo (CE) dep.andrefigueiredo@camara.leg.br
Arnaldo Faria de Sá (SP) dep.arnaldofariadesa@camara.leg.br
Augusto Coutinho (PE) dep.augustocoutinho@camara.leg.br
José Otávio Germano (RS) dep.joseotaviogermano@camara.leg.br
Jovair Arantes (GO) dep.jovairarantes@camara.leg.br
Roberto Alves (SP) dep.robertoalves@camara.leg.br
Rogério Peninha Mendonça (SC) dep.rogeriopeninhamendonca@camara.leg.br
Evandro Roman (PR) dep.evandroroman@camara.leg.br
Fábio Mitidieri (SE) dep.fabiomitidieri@camara.leg.br
Silas Freire (PI) dep.silasfreire@camara.leg.br
Fábio Sousa (GO) dep.fabiosousa@camara.leg.br
Lobbe Neto (SP) dep.lobbeneto@camara.leg.br
Pedro Vilela (AL) dep.pedrovilela@camara.leg.br
Roberto Góes (AP) dep.robertogoes@camara.leg.br
João Derly (RS) dep.joaoderly@camara.leg.br

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Valorização... Profissional..

http://www.wallstreetfitness.com.br/imgs/Fotos/conselhos_regionais_federal_educacao_fisica_cref.jpg

A estreia da seleção na Copa finalmente aconteceu, e a “pátria de chuteiras” viveu a ansiedade de uma partida que, para a grande maioria, terminou aquém das expectativas.

Os críticos do esporte apontam motivos diversos.

Seja como for, a equipe venceu seu primeiro desafio.

Continuemos torcendo!

Por falar em comemoração, neste último dia 9 o profissional de Educação Física teve uma vitória particular.

http://www.nre.seed.pr.gov.br/cascavel/arquivos/Image/simboloeducacaofisica.jpg

Foram aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado as alterações na Lei Pelé que, entre outros pontos, permitia a ex-atletas com pelo menos três anos consecutivos ou cinco alternados de profissão se tornarem monitores na respectiva modalidade desportiva.

O texto desvalorizava a profissão de Educador Físico, cuja regulamentação foi conquistada com tanto esforço.

O relator, senador Álvaro Dias, retirou o trecho e a lei segue agora para a Câmara dos Deputados.

É pouco mais são os primeiros passos, vamos ficar de olho!

terça-feira, 8 de junho de 2010

E ESSA TAL DE JABULANI?

http://culturafutebolistica.files.wordpress.com/2009/11/2010_jabulani.png

Estranha, ruim, sobrenatural e bola de supermercado foram algumas das críticas feitas por jogadores da seleção brasileira à bola que será utilizada na Copa do Mundo, mas, na opinião do meia Kaká, a Jabulani é ótima no contato do jogador com a bola.

Garoto-propaganda da Adidas, fabricante da bola do Mundial, Kaká fez elogios à Jabulani à época de seu lançamento, em dezembro do ano passado, e agora se vê envolvido numa polêmica com outros jogadores da seleção brasileira, que não pouparam críticas após realizarem os primeiros treinos com a bola que será usada na África do Sul.

Patrocinados pela Nike, rival da Adidas, o meia Júlio Baptista e, principalmente, o atacante Luís Fabiano se uniram neste domingo às críticas feitas inicialmente pelo goleiro Julio César, que disse que a bola da Copa "parece aquelas de supermercado".

"A bola é muito estranha, a trajetória que ela faz de repente sai de você. Acho que ela não gosta que alguém chute, é mais um adversário", disse a jornalistas Luís Fabiano, acrescentando que outros jogadores brasileiros compartilham da mesma opinião.

"Parece que tem alguém guiando, você vai chutar, cabecear, ela se mexe. É sobrenatural essa bola", brincou o jogador, que culpou a bola por erros cometidos pelos atacantes nos treinos de finalizações do time.

Segundo o preparador de goleiros da seleção, o ex-goleiro Wendell, o problema com a Jabulani é que a bola, por ser feita de couro sintético, é leve demais e muda de direção no ar quando chutada de longe.

http://www.esportefino.net/wp-content/uploads/2009/12/Jabulani_Angola01.jpg

Toda edição da copa do Mundo é mesma coisa, o patrocinador (a marca esportiva) inventa uma " Nova bola", mais leve, mais pesada , colorida ou incolor e não há como agradar gregos e trianos.

No primeiro treino coletivo do Brasil na preparação para a Copa, ficou clara a frustração dos jogadores com a bola após alguns lances. O lateral-direito Maicon, por exemplo, isolou dois chutes por cima do gol quando tinha uma boa posição para finalizar, enquanto Elano errou completamente uma tentativa de cruzamento.

Segundo Julio Baptista, "quando os laterais chegam no fundo e vão cruzar, metem a chamada rosca, e a bola vai pro lado contrário. Você chuta de longe e a bola faz três, quatro curvas", disse.

No lançamento da bola, a Adidas afirmou que a Jabulani --cujo nome significa "comemorar" no idioma zulu-- possui "ranhuras de aderência que asseguram um domínio completo, uma trajetória estável no ar e uma aderência perfeita em qualquer condição", e e divulgou elogios à bola feitos por vários jogadores patrocinados pela marca, incluindo Kaká.

"Para mim, o contato com a bola é muito importante e é ótimo com essa bola", foi o veredicto do meia brasileiro.

Além dos brasileiros, jogadores de outros países, em especial os goleiros, também fizeram críticas à instabilidade da Jabulani no ar.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiav9vBty-ShVH0IlO3B7uUYVmTZHR7RElDqdmaNQ38IgNeeKjFm1ugNFAxp0btFWnGmkF5dR2QegELGvgYFsho5mOXPneagEBMa0hDeOQo8Oix9_1lpPrDt1kU4Da9-ZU8kcVx04TE6_s1/s400/bola_quadrada_zorate.bmp

Quem gosta de esporte joga até com bola quadrada, é muito drama para quem ganha tão bem.



quarta-feira, 19 de maio de 2010

"Paradinha" será proibida a partir da Copa do Mundo

http://www.blogdosmanos.com/wp-content/uploads/2009/06/penalti.jpg

Segundo texto da Board, ameaçar antes da cobrança de penalidade máxima para confundir o rival está permitido somente durante corrida para a bola

Depois de muita polêmica envolvendo a "paradinha" nas cobranças de pênalti, principalmente no Brasil, a International Board, órgão que regulamenta as regras do futebol mundial, aprovou uma emenda na interpretação do artigo 14 de seu regulamento.

A "paradinha", truque de enganar o goleiro na hora de cobrar o pênalti, será proibida a partir da Copa do Mundo da África do Sul -2010.

Segundo o texto, "ameaçar antes da cobrança de uma penalidade máxima para confundir o rival está permitido durante a corrida". Mas o jogador que fingir chutar após chegar à bola será punido por comportamento antidesportivo.

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Má notícia, por exemplo, para Neymar, um dos maiores adeptos da 'paradinha'. Em clássico contra o São Paulo pela primeira fase do Paulistão deste ano, o atacante foi muito criticado por Rogério Ceni após utilizar o recurso - o goleiro ironizou a 'paradona'.

Além disso, a International Board propôs, após reunião especial com o presidente da Fifa Joseph Blatter, que as federações e confederações associadas possam fazer testes com árbitros auxiliares de área em partidas durante dois anos.

http://globoesporte.globo.com/ESP/Home/foto/0,,11325790-EX,00.jpg

Isto já ocorreu no Campeonato Carioca e na Liga Europa desta temporada.

Os juízes ficavam atrás da linha de fundo, checando jogadas mais difíceis e polêmicas.

As duas decisões entrarão em vigor a partir do dia 1º de junho e valem para o futebol em todo planeta, inclusive para os campeonatos no Brasil.


Fonte: Fifa, International Board,