Mostrando postagens com marcador COPA 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador COPA 2014. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Brasil não está preparado para receber a Copa do Mundo?


No dia 22 de janeiro a presidente brasileira Dilma Rousseff inaugurou o estádio de futebol Dunas em Natal. Este foi o primeiro estádio para a Copa do Mundo 2014 a ser inaugurado este ano.

Mas até ao Mundial ainda se tem de terminar outros seis estádios. O Brasil não consegue cumprir o calendário de preparação dos estádios. Todos os trabalhos já deviam ter sido concluídos em dezembro de 2013.
A direção da FIFA expressou o seu desagrado pelo ritmo a que estão a decorrer os trabalhos. O presidente dessa organização Joseph Blatter escreveu indignado na sua página do Twitter: “Nunca vi este tipo de atrasos na preparação de um país para organizar um torneio de futebol.” O Brasil só conseguiu ter prontos apenas 6 estádios de futebol dos 12 estádios previstos. Contudo, parece que Blatter não está muito seguro da sua posição: depois das suas linhas indignadas ele troca a ira pela misericórdia e parece tranquilizar a si próprio: Dilma Rousseff prometeu construir todos os estádios e realizar uma Copa digna.
Só o fato de os bilhetes para as futuras partidas estarem sendo vendidos rapidamente já é uma prova que o mundo acredita no Brasil. Como podiam os torcedores não acreditar no Brasil? Este é um país onde futebol é quase uma religião. Estragar a festa do futebol seria um sacrilégio. A presidente Dilma escreveu no seu blogue que a futura Copa será a “Copa das Copas”:
“No Brasil, a Copa estará em casa, pois este é o país do futebol. Todos os que vierem ao Brasil serão bem recebidos, porque somos alegres e acolhedores. Amamos o futebol e por isso recebemos esta Copa com orgulho e faremos dela a Copa das Copas”.
Ninguém tem dúvidas acerca da paixão dos brasileiros pelo jogo mais popular do mundo. As dúvidas são outras: das capacidades e possibilidades para o país preparar a tempo os estádios e outras infraestruturas para a Copa Mundial de Futebol em 2014. Tanto mais que todos os prazos já foram ultrapassados. Dezembro era a reta da meta no fim da qual o Comitê Organizador Local da Copa devia ter dito: Bem-vindos aos estádios!
Infelizmente não chegámos a ouvir esse tipo de apelo. Pelo contrário, ainda em finais de 2012 o secretário-geral da FIFA Jérôme Valcke já tinha comentado com bastante dureza os ritmos da construção dos novos estádios. Os brasileiros ficaram mesmo indignados e quase obrigaram o dirigente da FIFA a pedir desculpas pela crítica alegadamente sem fundamento e a acusação de que eles não sabiam fazer as coisas. Mas eis que o mesmo Valcke afirma a 21 de janeiro que o estádio de Curitiba poderá ser excluído da lista de estádios que irão receber a Copa do Mundo se a organização não acelerar os ritmos de construção. “Nós não podemos realizar partidas sem um estádio e a construção deste já atingiu seu limite crítico”, disse Jérôme Valcke segundo uma citação da France-Presse. Também foi marcada a data para a entrega final do estádio – o dia 18 de fevereiro! O estádio de Curitiba ainda não tem gramado, não tem assentos para os espectadores, o centro de imprensa não está prontoa cobertura não está montada … Entretanto o custo de construção inicial do estádio subiu dos 180 milhões de reais para os 265 milhões.
Para Curitiba estão planejados quatro jogos da fase de grupos, incluindo um da seleção russa. Além do estádio de Curitiba, na lista dos estádios por acabar também figuram os de São Paulo, Cuiabá, Porto Alegre e Manaus. O ministro do Esporte brasileiro, Aldo Rebelo, culpa disso tudo a natureza e o caráter dos brasileiros: que somos lentos no arranque, mas… Mas uma coisa é verdade – ainda falta entregar seis estádios.
O futebolista brasileiro Ronaldo, membro do Comitê Organizador da Copa disse com uma voz rouca, da emoção ou do resfriado, na coletiva de imprensa: “Um, dois meses de atraso, não tem importância. Os estádios estarão prontos para o Mundial. Todos eles”, garantiu, sem demonstrar preocupação com a prorrogação do prazo para a entrega dos estádios de Natal, Manaus, Curitiba, Porto Alegre, Cuiabá e São Paulo.
Fazer tudo em cima da hora faz parte do "jeitinho brasileiro", disse Ronaldo: “O gringo, no geral, não conhece o nosso jeitinho brasileiro de ser e fazer as coisas. É muito característico isso no brasileiro, de fazer as coisas no último momento e começar uma correria, mas a gente tem todas as garantias de que todos os estádios estarão prontos para a Copa.”
Temos de notar que na coletiva de imprensa de 31 de dezembro houve muita ironia e brincadeira. O ministro do Esporte Aldo Rebelo comparou a lentidão na construção dos estádios com uma noiva que se atrasa:
“No Brasil temos uma instituição muito tradicional, que é o casamento. Nunca fui a um casamento em que a noiva chegasse na hora, mas nunca vi um casamento deixar de acontecer por causa disso. Não há nada que comprometa a realização da Copa. Nós queremos que os estádios sejam entregues o quanto antes possível porque as arenas precisam passar pelos eventos de teste.”
Em janeiro, além da inauguração do estádio em Natal, a comissão de aceitação irá visitar o estádio mais tropical – Manaus, onde deverão jogar os compatriotas de Joseph Blatter, os suíços. Outras duas arenas esportivas deverão, ao que tudo indica, ser entregues só em fevereiro.
A tarefa mais difícil será a reconstrução do estádio de Itaquera, em São Paulo, onde se deve realizar a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de Futebol. Como se sabe, no início de dezembro nesse estádio ocorreu uma derrocada sobre um setor e caiu uma torre de iluminação. Os engenheiros e os operários estão terminando agora a reconstrução da parte que sofreu a derrocada. O secretário-geral da FIFA Valcke pôde testemunhar a capacidade dos brasileiros para fazerem milagres: o estádio de Itaquera já está quase pronto para receber a cerimônia de abertura da Copa.
Além dos problemas de construção a organização do Mundial enfrentam um inesperado problema social. Durante os grandes protestos do inverno passado, as pessoas expressaram o seu descontentamento, nomeadamente, pelos gastos financeiros excessivos com a realização da Copa do Mundo. A isso se juntaram, neste momento, outras ações de protesto. Os habitantes de um dos bairros do Rio de Janeiro entraram em confrontos com a polícia protestando contra o derrube de suas casas no âmbito de preparação para o Mundial 2014.
Os confrontos ocorreram perto do estádio do Maracanã. É aqui que se deve realizar a partida final da Copa do Mundo. “Isso é especulação imobiliária: eles querem construir aqui um centro comercial. Os brasileiros devem se sacrificar para que tudo corra bem na Copa do Mundo”, declarou um dos ativistas. Desde 2010 da zona circundante do Maracanã foram desalojadas 637 famílias. As autoridades municipais planejam terminar o derrube das casas até finais de janeiro.
Algumas pessoas falam da possibilidade de aumentar as ações de protesto mais próximo da data do início da Copa do Mundo. Relativamente a isso a direção da FIFA expressa uma perfeita tranquilidade. "Eu sou um otimista, não um covarde. Então, eu não tenho medo. Mas sabemos que haverá novas manifestações, protestos. Os mais recentes, na Copa das Confederações, no mesmo país, nasceram das redes sociais. Não havia nenhum objetivo, reivindicações reais, mas, durante a Copa do Mundo, haverá mais concretas, mais estruturadas. Mas o futebol estará protegido, eu acho que os brasileiros não atacarão diretamente o futebol. No país deles, é uma religião", disse Joseph Blatter numa entrevista ao jornal suíço 24 Heurs.
Por mais calma olímpica que o dirigente da FIFA demonstre, o governo brasileiro está tomando medidas para o reforço da segurança dos participantes e dos torcedores do Mundial de Futebol. Para reforçar a polícia as cidades anfitriãs dos jogos irão receber 10.650 elementos da Força Nacional de Segurança. Esses homens foram treinados para a manutenção da ordem pública em qualquer local onde se realizem partidas da Copa.
Esses destacamentos especiais já ganharam experiência de manutenção da ordem nos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro e dos eventos realizados na altura da visita ao Brasil do Papa Francisco. Não houve qualquer reparo a fazer ao seu trabalho. O lado financeiro da questão é um segredo, mas alguns dados sugerem que a segurança da Copa do Mundo 2014 custou 1 bilhão de reais, um pouco menos que o planejado para o mesmo efeito nos Jogos Olímpicos de 2016.
Viacheslav Osipov

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Copa do Mundo de 2014. Esclareça as principais dúvidas sobre o evento no país

http://alemdofutebol2014.files.wordpress.com/2009/10/turismo-copa-20141.jpg
No dia 30 de outubro, finalmente a notícia se tornou oficial: o Brasil será o país anfitrião da Copa do Mundo de Futebol de 2014.
O comunicado foi feito durante reunião do comitê executivo da Fifa em Zurique, na Suíça, na qual estavam o presidente Lula, o técnico da seleção brasileira, Dunga, e o jogador Romário.
Essa será a segunda Copa realizada nos gramados do país - a primeira, em 1950, a derrota na final para o Uruguai calou o Maracanã e enlutou a nação.
Para os torcedores será uma oportunidade de assistir em casa ao principal torneio da modalidade esportiva mais praticada no mundo.

Por que o Brasil foi o escolhido para sediar Copa de 2014?

A escolha do Brasil se deve a uma mudança no regulamento da Fifa. Em 2000, quando a Alemanha derrotou a África do Sul na votação interna do órgão para escolher o país-sede da Copa de 2006, a Fifa decidiu estabelecer um rodízio entre os continentes que abrigarão o campeonato. Coube à África do Sul, o mais desenvolvido país africano, encarregar-se da Copa de 2010.

Para 2014, sendo a América do Sul a bola da vez, a disputa ficou entre o Brasil e a Colômbia. Em abril de 2007, alegando que não conseguiriam cumprir todas as exigências da Fifa para a realização de uma Copa do Mundo, os colombianos retiraram a candidatura. O Brasil se tornou candidato único.

Mas um dia antes do anúncio do país-sede para 2014 a Fifa também divulgou o fim do rodízio de continentes, para evitar as candidaturas únicas.

Quais são as exigências para abrigar o torneio?

Basicamente, as exigências da Fifa para a Copa rezam que os estádios onde as partidas são disputadas apresentem as mesmas condições de conforto e segurança que as de seus equivalentes nos países desenvolvidos.

Todos os assentos, por exemplo, têm de ser numerados e é preciso haver hospitais e estacionamentos nas imediações.

Além disso, será preciso preparar as cidades que os abrigam para a complexa operação logística que o certame envolve.

Sediar uma Copa significa hospedar 32 equipes e suas comitivas durante um mês e criar estrutura para a realização de 64 partidas, que serão transmitidas globalmente.

Algum estádio está preparado para receber a Copa?

Não, todos precisam de obras para abrigar uma partida do Mundial.

Adaptar os modestos estádios brasileiros às recomendações técnicas da Fifa exigirá reformas colossais, e até a construção de novas instalações.

Nenhum, nem mesmo os mais recentes, cumpre os requisitos básicos, a começar pelo conforto do público.

A Fifa recomenda que todos os espectadores tenham assentos individuais, com encosto de pelo menos 30 centímetros de altura.

Banheiros limpos e em número suficiente, corredores de entrada e saída largos e tribunas de imprensa bem equipadas são raridades nos campos brasileiros.

Quantos estádios serão escolhidos para o Mundial?

A Fifa deve anunciar a lista de estádios que vão abrigar partidas do Mundial somente no fim do ano que vem. Serão selecionados no mínimo oito e no máximo doze.

Dos estádios atuais quais mudanças seriam necessárias para abrigar partidas do Mundial?



Quantos turistas o país pode receber?


A expectativa é que em um mês 500 000 turistas – 10% do total que o país recebe em um ano inteiro – acorram às cidades onde acontecerão os jogos.

Em 1994, os EUA receberam 400.000 turistas; a França, em 1998, 500.000; o Japão, em 2002, 400.000; e a Alemanha, por conta da sua localização geográfica, bem no centro da Europa, recebeu 2 milhões de turistas.

A previsão para 2010 é que 250.000 turistas vão à África do Sul.

O campeonato atrairá ainda 15.000 jornalistas, 15.000 voluntários para tarefas diversas e 300 funcionários e convidados da Fifa, cuja lista de exigências ao país organizador inclui jatinhos, limusines e 400 automóveis.

Quanto o país vai gastar para receber o evento?

Calcula-se que o Mundial de Futebol do Brasil consumirá 5 bilhões de dólares, embora as estimativas finais, quando anunciadas, devam prever cifras bem maiores.

Foi o que aconteceu nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Inicialmente orçados em 500 milhões de reais, estima-se que tenham consumido 4 bilhões de reais.

Poucos países podem fazer como os Estados Unidos, que organizaram uma Copa do Mundo (em 1994) e duas Olimpíadas (em 1984 e 1996) sem um centavo de ajuda do erário.

Isso porque toda a infra-estrutura estava pronta. Na Alemanha, o setor público (local ou federal) financiou um terço dos 2 bilhões de dólares gastos nas obras nos estádios.

De onde sairá o dinheiro para bancar as despesas?

No caso da Copa no Brasil, parte da verba virá dos cofres da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), beneficiária dos polpudos patrocínios da seleção brasileira.

Mas os gastos com infra-estrutura nas cidades onde acontecerão os jogos – construção de estádios, obras em estradas, aeroportos e sistemas de telecomunicações – correrão por conta do estado, ou seja, serão bancados com dinheiro público.

Quais as justificativas para o governo investir na Copa?

Os argumentos a favor dos gastos públicos com a Copa do Mundo no Brasil dizem que o certame trará empregos, aumentará o fluxo turístico, promoverá a revitalização de áreas urbanas e garantirá investimentos de peso no país.

Quais as justificativas para o governo investir na Copa?

Os argumentos a favor dos gastos públicos com a Copa do Mundo no Brasil dizem que o certame trará empregos, aumentará o fluxo turístico, promoverá a revitalização de áreas urbanas e garantirá investimentos de peso no país.

Qual é o retorno para o país depois do torneio?

As estimativas sobre número de turistas, geração de empregos e impacto do evento sobre o PIB em geral são exageradas.

Levantamentos dão conta de que em 1994 os EUA aumentaram em 1,4% o PIB; em 1998, na França, o PIB cresceu 1,3% a mais; em 2002, a Coréia o elevou em 3,1% enquanto o Japão teve decréscimo de 0,3%; e a Alemanha teve 1,7% a mais no PIB em 2006.

Mas antes do Mundial da Alemanha, falou-se na criação de 100.000 empregos.

Um estudo feito depois do evento contabilizou apenas metade desse total.

A Coréia do Sul esperava 500.000 turistas a mais em 2002. Só apareceram 50% deles.

É pagar para ver!

A Copa 2014 Bate às nossas Portas... Antes de Abrir há muito trabalho pela frente..

http://www.bloguez.com/uploads/img_18/184683/KempViagemTurismo_Copa-do-Mundo-Futebol-_05_07_09_Cidades-sedes_em_preparaxo_jpg_1058132790.jpg

Mas já começaremos bem se inventarmos uma "Jabulani" para agradar Patrocinadores...

Fonte: Veja.com