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sexta-feira, 24 de junho de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
A LISTA PROIBIDA 2011 - CÓDIGO MUNDIAL ANTI-DOPING

A LISTA PROIBIDA 2011 - CÓDIGO MUNDIAL ANTI-DOPING
e revoga a Resolução nº 27, e 21 de dezembro de 2009.
DOU de 30/12/2010 (nº 250, Seção 1, pág. 219)
A LISTA PROIBIDA 2011
CÓDIGO MUNDIAL ANTI-DOPING
- 1-androstenediol
- 1-androstenediona
- Bolandiol
- Bolasterona
- Boldenona
- Boldiona
- Calusterona
- Clostebol
- Danazol
- Dehidroclorometiltestosterona
- Desoximetiltestosterona
- Drostanolona
- Estanozolol
- Estembolona
- Etilestrenol
- Fluoximesterona
- Formebolona
- Furazabol
- Gestrinona
- 4-hidroxitestosterona
- Mestanolona
- Mesterolona
- Metandienona
- Metandriol
- Metasterona
- Metenolona
- Metildienolona
- Metil-1-testosterona
- Metilnortestosterona
- Metiltestosterona
- Metribolona
- Mibolerona
- Nandrolona
- 19-norandrostenediona
- Norboletona
- Norclostebol
- Noretandrolona
- Oxabolona
- Oxandrolona
- Oximesterona
- Oximetolona
- Prostanozol
- Quimbolona
- 1-testosterona
- Tetrahidrogestrinona
- Trembolona
- Androstenediol
- Androstenediona
- Dihidrotestosterona
- Prasterona
- Testosterona
- E os seguintes metabólitos e isômeros:
- 5α-androstene-3α,17α -diol;
- 5α -androstene-3α,17ß-diol;
- 5α -androstene-3ß,17α -diol;
- 5α -androstene-3ß,17ß-diol;
- 4-androstene-3α,17α -diol;
- 4-androstene-3α,17ß-diol;
- 4-androstene-3ß,17α -diol;
- 5-androstene-3α,17α -diol;
- 5-androstene-3α,17ß -diol;
- 5-androstene-3ß,17α -diol;
- 4-androstenediol;
- 5-androstenediona;
- 3α -hidroxi-5α -androstan-17-ona;
- 3ß-hidroxi-5α -androstan-17-ona;
- 19-norandrosterona;
- 19-noretiocolanolona;
- Epi-dihidrotestoterona;
- Epitestosterona.
"Exógena": refere-se a uma substância que não é comumente capaz de ser produzida naturalmente pelo corpo
"Endógena": refere-se a uma substância que é capaz de ser produzida naturalmente pelo corpo.
As seguintes substâncias e seus fatores de liberação são proibidos:
1. Agentes estimuladores da eritropoese [ex.: Eritropoietina (EPO), darbopoietina (dEPO), metoxipolietilenoglicolepoietina beta (CERA), hematide];
Todos os beta-2 agonistas (incluindo ambos isômeros quando relevantes) são proibidos, exceto salbutamol (máximo de 1600 microgramas durante 24 horas) e salmeterol por inalação que 6 requerem a declaração de Uso em conformidade com o Padrão Internacional para Isenção de Uso Terapêutico.
A presença de salbutamol na urina em concentração superior a 1.000 ng/mL é compreendida como não sendo uso terapêutico planejado e será considerada como um Resultado Analítico Adverso, a menos que o Atleta prove, através de um estudo farmacocinético controlado, que este resultado anormal seja conseqüência do uso da dose terapêutica (máximo 1600 microgramas durante 24 horas) de salbutamol inalado.
As seguintes classes são proibidas:
1. Inibidores da aromatase, incluindo, mas não limitados a: aminoglutetimida, anastrazol, androstatrienediona, 4-androstane-3,6,17-triona (6-oxo), exemestano, formestano, letrozol, testolactona.
Agentes mascarantes são proibidos. Estão incluídos:
Diuréticos*, probenecide, expansores do plasma (ex: glicerol, adminstração intra-venosa de albumina, dextrano, hidroxietilamido e manitol) e outras substâncias com efeito(s) biológico(s) semelhante(s).
*Uma Isenção de Uso Terapêutico para diuréticos e agentes mascarantes não será válida se uma amostra de urina do atleta contiver tal(ais) substância(s) em associação a níveis limiares ou sublimiares de uma Substância Proibida.
M1. AUMENTO DA TRANSFERÊNCIA DE OXIGÊNIO
Os seguintes são proibidos:
1. Doping Sangüíneo, incluindo o uso de sangue autólogo, homólogo ou heterólogo ou produtos de glóbulos vermelhos de qualquer origem.
1. É proibida a manipulação ou a tentativa de manipulação, a fim de alterar a integridade e a validade das amostras coletadas durante os procedimentos de controle de doping. Esta Inclui mas não se limita à cateterização, adulteração (Ex.: proteases) e/ou substituição da urina.
Os seguintes, com o potencial de aumentar o desempenho atlético, são proibidos:
Todos os estimulantes (incluindo ambos os isômeros óticos, quando relevantes), são proibidos, exceto os derivados imidazólicos para uso tópico e aqueles estimulantes incluídos no Programa de Monitoramento 2010*. Estimulantes incluem:
a) Estimulantes não especificados
- Adrafinil
- Amifenazol
- Anfepramona
- Anfetamina
- Anfetaminil
- Benfluorex
- Benzfetamina
- Benzilpiperazina
- Bromantan
- Clobenzorex
- Cocaína
- Cropropamida
- Crotetamida
- Dimetilanfetamina
- Etilanfetamina
- Famprofazona
- Femproporex
- Fencamina
- Fendimetrazina
- Fenetilina
- Fenfluramina
- Fenmetrazina
- Fentermina
- Furfenorex
- Mefenorex
- Mefentermina
- Mesocarb
- Metanfetamina (D-)
- Metilenodioxianfetamina
- Metilenodioximetanfetamina
- Metilexanamina (dimetilpentilamina)
- Modafinil
- Norfenfluramina
- P-Metilanfetamina
- 4-fenilpiracetam (carfedon)
- Prenilamina
- Prolintano
- Um estimulante não expressamente listado nesta seção é uma substância especificada
- b) Estimulantes especificados (exemplos):
- Adrenalina**
- Metilfenidato
- Catina***
- Niquetamida
- Efedrina****
- Norfenefrina
- Estricnina
- Octopamina
- Etamivan
- Oxilofrina
- Etilefrina
- Parahidroxianfetamina
- Fembutrazato
- Pemolina
- Femprometamina
- Pentetrazol
- Fencanfamina
- Propilexedrina
- Heptaminol
- Pseudoefedrina *****
- Isometepteno
- Selegina
- Levomentanfetamina
- Sibutramina
- Meclofenoxato
- Tuamino-heptano
- Metilefedrina ****
E outras substâncias com estrutura química ou efeito(s) biológico(s) semelhante(s).
*As seguintes substâncias incluídas no Programa de Monitoramento 2010 (bupropiona, cafeína, fenilefrina, fenilpropanolamina, pipradol, sinefrina) não são consideradas como Substâncias Proibidas.
- Os seguintes narcóticos são proibidos:
- Buprenorfina
- Dextromoramida
- Diamorfina (heroína)
- Fentanil e seus derivados
- Hidromorfona
- Morfina
- Metadona
- Oxicodona
- Oximorfona
- Pentazocina
- Petidina
Álcool (etanol) é proibido apenas em competição, e nos seguintes esportes. A detecção será conduzida pela análise respiratória e/ou sangüínea. O limiar para violação da regra antidoping (valores hematológicos) é de 0,10 g/L.
- Aeronáutica (FAI)
- Automobilismo (FIA)
- Boliche de 9 e 10 pinos (FIQ)
- Lancha de Potência (UIM)
- Karatê (WKF)
- Motociclismo (FIM)
- Pentatlon Moderno - nas modalidades que
- envolvem tiro (UIPM)
- Tiro com Arco (FITA)
Ao menos que seja especificado em contrário, beta-bloqueadores são proibidos apenas em competição, nos seguintes esportes:
- Aeronáutica (FAI)
- Automobilismo (FIA)
- Bilhar e Sinuca (WCBS)
- Bobsleigh (FIBT)
- Bocha (CMSB)
- Boliche de 9 ou 10 pinos (FIQ)
- Bridge (FMB)
- Curling (WCF)
- Esqui/Snowboard (FIS) no salto com esqui, aéreos estilo livre/halfpipe e snowboard halfpipe/big air
- Ginástica (FIG)
- Golfe (IGF)
- Lancha de Potência (UIM)
- Luta (FILA)
- Motociclismo (FIM)
- Pentatlo Moderno (UIPM, nas modalidades envolvendo tiro)
- Tiro com Arco (FITA, IPC): também proibidos
- Tiro esportivo (ISSF, IPC): também proibidos fora de competição
- Vela (ISAF, somente para timoneiros em match race)
- Beta-bloqueadores incluem, mas não se limitam, aos seguintes compostos:
- Acetabutolol
- Alprenolol
- Atenolol
- Betaxolol
- Bisoprolol
- Bunolol
- Carteolol
- Carvedilol
- Celiprolol
- Esmolol
- Labetalol
- Levobunolol
- Metipranolol
- Metoprolol
- Nadolol
- Oxprenolol
- Pindolol
- Propranolol
- Sotalol
- Timolol
Londres 2012 falha em atrair novos esportistas
Organizadores querem convencer 1 milhão de ingleses a praticar esportes três vezes por semana
Planejamento inadequado, mudança de governo e cortes no orçamento de organizações de esportes forçaram um reconsideração na ambição inglesa
Quando Londres foi escolhida para sediar os jogos olímpicos de 2012, os organizadores definiram uma meta ambiciosa: envolver mais 2 milhões de pessoas em esportes e atividades físicas na Inglaterra.
Porém, a menos de 18 meses das Olimpíadas, esse compromisso lembra um solitário corredor ofegante, curvado e cansado de uma resolução de Ano Novo cuja ambição não pôde ser cumprida por falta de empenho.
O desafio original de Londres teve de ser modificado. Agora, os organizadores planejam convencer 1 milhão de pessoas na Inglaterra a praticar esportes três ou mais vezes por semana, durante pelo menos 30 minutos. Só que até mesmo a meta do "plano 3x30” vem se mostrando ilusória.
Números divulgados em dezembro pela agência governamental de desenvolvimento do esporte no país, a Sport England, indicaram que a participação no nível 3x30 havia aumentado em 123 mil pessoas desde 2007, quando foi estabelecido o parâmetro de 1 milhão. No ano passado, porém, esse número aumentou em apenas 8 mil pessoas. No ritmo atual, a meta de 1 milhão de novos participantes não seria atingida em 2013, como se esperava, mas somente uma década depois, em 2023-24.
Enquanto isso, num país que figura entre os mais obesos da Europa, a quantidade de sedentários parece continuar a crescer. Pesquisas da Sport England indicam que o número de adultos que não praticam nenhuma atividade esportiva aumentou em quase 300 mil desde 2005, quando Londres foi declarada sede das Olimpíadas até 2012, até o outono de 2010.
Planejamento inadequado, mudança de governo, profundos cortes no orçamento de organizações de esportes e uma aparente superestimação do impacto dos jogos olímpicos sobre a participação das massas forçaram um reconsideração na ambição inglesa.
O último plano, divulgado em novembro pelo governo democrata de coalizão conservadora-liberal, omitiu a meta de 1 milhão de pessoas. Em vez disso, falou em estimular mais pessoas a se envolverem em esportes por meio de um novo programa, patrocinado pela Loteria Nacional, denominado “Places People Play”.
"Ainda não desistimos da meta, mas estamos examinando-a com bastante cuidado", disse Hugh Robertson, ministro de esportes da Inglaterra, em entrevista por telefone.
Segundo Robertson e outros especialistas em esportes, é necessária uma forma mais concreta de definir e mensurar esportes e atividades físicas. Caminhar até o ponto de ônibus conta? Se alguém jogar uma partida de futebol de 90 minutos, isso conta como uma sessão de atividade, ou três?
Evidências sugerem que há mais pessoas participando de esportes do que as pesquisas revelam, diz Robertson. Porém, segundo ele, mensurar a participação envolve um "mecanismo um pouco complicado".
Todas as candidaturas para sediar as Olimpíadas precisam mostrar como os jogos irão oferecer benefícios permanentes. Cada cidade pode criar um plano de legado. Não existem penalidades específicas por não atingir uma meta, mas o fracasso pode minar a reputação de Jogos de Verão ou de Inverno e causar uma vergonha política.
Alguns críticos acusaram Robertson de reduzir as ambições londrinas pós-Olimpíadas. Ele respondeu enfaticamente que "não é isso que estamos buscando fazer".
Legado - Darryl Seibel, porta-voz da Associação Olímpica Britânica, afirmou que autoridades esportivas e governamentais estavam determinadas a deixar um legado significativo das Olimpíadas de Londres, e a levar os planos "da retórica à realidade".
Londres não é a primeira cidade-sede a lutar com seu legado olímpico. Na verdade, eventos internacionais como Olimpíadas e Copa do Mundo deixam um impacto mais perceptível em infraestrutura do que nos esportes. Estradas, aeroportos e sistemas de trens são aprimorados, enquanto inúmeros estádios se tornam elefantes brancos e os benefícios esportivos permanecem indistintos.
Seis anos depois que Albertville, na França, sediou as Olimpíadas de Inverno de 1992, a arena de patinação artística e a pista de patinação de velocidade foram cercadas e abandonadas. O magnífico estádio olímpico exibido nos jogos de Pequim de 2008, conhecido como Ninho de Pássaros, raramente era usado após um ano e meio.
Em Londres, houve uma calorosa discussão sobre o Estádio Olímpico de 854 milhões reais: após 17 dias da competição, ele deveria ser demolido e substituído por um estádio de futebol, ou reduzido em tamanho e transformado numa arena para sediar tanto futebol quanto atletismo? Prevaleceu a segunda opção, numa recente votação pela empresa encarregada do legado olímpico.
Pesquisas sobre o impacto dos Jogos Olímpicos na participação do povo em esportes não geraram resultados animadores. Em 2007, o Comitê de Cultura, Mídia e Esportes, da Câmara dos Comuns do Reino Unido, concluiu que "nenhum país-sede jamais conseguiu demonstrar um benefício direto dos Jogos Olímpicos na forma de um aumento estável em participação".
Um estudo após as Olimpíadas de Sidney, em 2000, mostrou que, embora sete esportes olímpicos tenham mostrado um leve aumento de participação na Austrália, nove mostraram declínio.
Após os Jogos da Amizade de 2002, sediados em Manchester, na Inglaterra, "não houve aparentemente nenhum impacto registrado sobre os níveis de participação esportiva" no norte do país, escreveu Fred Coalter, professor de estudos esportivos na Universidade de Stirling, na Escócia.
Os Jogos Olímpicos deixarão um legado de estádios novos e renovados, mas provavelmente "não resultará numa nova onda de participação em massa nos esportes", segundo o Centro de Pesquisa de Esportes, Educação Física e Atividades na Universidade de Canterbury Christ Church, na Inglaterra.
As pessoas fisicamente ativas podem se tornar mais ativas ou tentar um novo esporte, diz Mike Weed, professor de esportes na sociedade da Universidade de Canterbury. Aqueles que já foram ativos podem ser estimulados pelas Olimpíadas a renovar sua participação, diz ele. Isso é conhecido como efeito demonstração.
O que esse fenômeno não faz, disse Weed, "é causar impacto sobre aqueles que nunca praticaram nenhum esporte".
"As Olimpíadas estão aqui em cima, e nós estamos aqui embaixo", disse Asha Solanki, de 30 anos, que trabalha com marketing e pratica artes marciais. "Parece algo inatingível. Quantas pessoas você conhece que fazem os 400 metros com barreiras?"
O último plano de legado, "Places People Play", é um esforço de 130 milhões de libras para construir, manter e reparar instalações esportivas locais; treinar 40 mil voluntários para organizar esportes de base; gerar competições para alunos do ensino primário e secundário; e estimular 100 mil adultos a levantar dinheiro para caridade e testar a si próprios em diversos esportes olímpicos e paraolímpicos.
Na divulgação do plano, em novembro passado, Sebastian Coe, ex-corredor olímpico e atual presidente da organização das Olimpíadas de Londres, disse que iria "usar a força inspiradora dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos para promover o esporte em todo o país".
Tessa Jowell, ministra de esportes da oposição, disse: "Não importa como eles pintem, a promessa de legado olímpico que fizemos aos jovens deste país é mais uma promessa não cumprida pelo governo da coalizão".
O programa fala pouco sobre como aumentar a demanda na participação em esportes, diz Weed. Robertson, o ministro dos esportes, diz que uma iniciativa multifacetada de esportes populares poderia dar certo.
"Eu nunca subestimaria as dificuldades do que estamos tentando fazer", disse Robertson. "Mas esse não é um bom motivo para desistir. Foi a promessa que fizemos, e por isso continuaremos tentando".
(The New York Times)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Musculação na terceira idade
Durante 12 semanas, um grupo de pesquisadores do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, observou os efeitos da musculação em 30 indivíduos com mais de 60 anos.
Na terceira idade, revela o estudo, os exercícios de fortalecimento muscular contribuem para reduzir o número de quedas e auxiliam em diferentes atividades do cotidiano, pois retardam o envelhecimento dos membros inferiores.
Quando uma pessoa envelhece, sua capacidade de transmitir impulsos nervosos do cérebro para os músculos diminui.
"Isso faz com que o músculo perca a capacidade contrátil, levando à perda de massa muscular", explica André Rodacki, um dos coordenadores do estudo e especialista em biomecânica.
A diminuição de massa muscular faz com que o idoso, sem força, fique vulnerável a quedas. A pesquisa mostrou que essa redução pode ser retardada com o auxílio da musculação. Segundo Rodacki, o risco de quedas é um problema sério na terceira idade.
"Com o envelhecimento, tais acidentes são um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo", afirma.
Além de causar prejuízos ao sistema de saúde, ao cair um idoso pode comprometer sua locomoção ou mesmo morrer em virtude das complicações decorrentes do acidente, como embolia e infecção hospitalar.
Os exercícios prescritos pela equipe durante o projeto foram realizados três vezes por semana e envolveram atividades de agachamento, fortalecimento dos músculos adutores (das coxas) e séries feitas no equipamento conhecido como leg press (em que certa quantidade de peso é empurrada pela perna), entre outros.
Mas, segundo Rodacki, caso o idoso não tenha condições de fazer musculação com essa frequência, ele poderá praticá-la duas vezes por semana, complementando-a com outra atividade física, como hidroginástica, caminhada ou dança de salão.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Olimpíada da Juventude-Cingapura 2010
Geração Rio 2016 compete em Cingapura
Jogos Olímpicos da Juventude reúnem promessas brasileiras
Parte da delegação do Brasil posou para foto oficial (Crédito: Renato Cordeiro)
Faltam seis anos para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, mas é possível saber desde já quem serão os prováveis atletas brasileiros no evento. Parte da delegação deverá estar na edição da Olimpíada da Juventude, que começará na madrugada deste sábado, em Cingapura.
O país será representado na Ásia por 81 atletas com idade entre 14 e 18 anos - faixa etária delimitada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para a disputa dos Jogos da Juventude. Isso significa que, em 2016, os mesmos competidores terão no máximo 24 anos.
Na Olimpíada de Pequim, em 2008, por exemplo, 37% do time brasileiro foi composto por esportistas que se encaixavam nesse perfil. Dos 259 brasileiros em provas sem restrição de idade (o país levou 277 no total, mas o time masculino de futebol era sub-23), 96 disputaram medalhas na China com 24 anos ou menos. Natação (17 atletas) e atletismo (16) foram as modalidades com o maior número de jovens.
De olho nessa perspectiva, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) promete ter atenção redobrada com os atletas que se destacarem e eventualmente conquistarem medalhas na Olimpíada da Juventude.
- Mesmo sendo a primeira edição dos Jogos, esperamos bons resultados.
A partir do que alcançarmos na competição é que teremos mais noção para encaminhar os atletas com mais chances de medalha em 2016, ou até mesmo em Londres 2012 - disse Adriana Behar, chefe da delegação brasileira em Cingapura e ex-atleta do vôlei de praia.
Com vistas aos Jogos da Juventude, o COB providenciou preparação digna dos atletas consagrados. Parte do time fez aclimatação em Dubai (EAU) para se adaptar ao intenso calor e ao fuso horário (11 horas a mais do que o de Brasília). Além disso, a equipe teve palestra com informações sobre Cingapura, orientações sobre drogas e comportamento.
As expectativas dos atletas do Time Brasil em relação aos Jogos Olímpicos da Juventude Cingapura 2010 vão se materializando a cada dia. Bastaram dois dias hospedados na Vila Olímpica dos Jogos para os atletas brasileiros perceberem que estão diante de uma experiência única neste ainda início de carreira esportiva. Se há um lugar que traduza verdadeiramente o que é o espírito olímpico, este lugar é a Vila Olímpica. Para os 81 atletas brasileiros que participam da primeira edição do evento, a Vila Olímpica representa o início de um sonho a ser dividido com outros 3.000 atletas de 204 nações.
Serão duas semanas de muita intensidade para estes debutantes em Jogos Olímpicos. Ao todo, cinco mil atletas e oficiais serão os moradores da Vila entre os dias 10, quando foi aberta oficialmente, e 28. A faixa etária dos atletas, de 14 a 18 anos, faz com que tudo seja encarado como uma novidade. "A Vila é muito bacana. Todos os atletas estão se conhecendo e já deu para conversar com muita gente de outros países. Nunca tinha visto tantos países diferentes em um mesmo lugar. Eu imaginava que ia ser muito menor, como um hotel, com muito menos gente", afirmou o baiano de Ubaiatuba, Isaquias Queiroz, da canoagem, revelando ainda que o fuso horário de 11 horas é a maior dificuldade neste período em Cingapura.
Para atender o exigente e conectado público adolescente, a organização dos Jogos disponibilizou um smartphone para cada atleta durante sua estadia em Cingapura. Com ele, é possível visualizar inúmeras informações sobre a competição, eventos culturais, mapa da Vila, entre outros. O telefone permite ainda que os participantes interajam entre si. "A gente entra nas redes sociais, liga um para o outro quando estamos perdidos aqui dentro, porque é muito grande. Também conseguimos falar bem mais fácil com o pessoal no Brasil, por mensagem", explicou a nadadora paulista Julia Gerotto, de 16 anos.
Uma das particularidades destes Jogos é que os atletas ficam na Vila durante todo período de competição, diferentemente dos Jogos Olímpicos convencionais. Para entreter a todos, serão realizadas atividades culturais, educativas, workshops, passeios e muita confraternização entre as 205 nações presentes ao evento. Na Praça da Vila, onde serão realizadas algumas destas atividades, há diversos stands de integrantes do Movimento Olímpico. Além disso, objetos históricos, como tochas e cartazes estão expostos. Os atletas terão contato "Agora é que realmente caiu a ficha de que estamos nos Jogos Olímpicos. Quando vemos a variedade de culturas, tudo aqui é aprendizado. Só de estar aqui já estou muito feliz, revelou Guilherme Foroni, 17 anos, do hipismo, que inicia sua participação nos Jogos no dia 18.
No meio de tantas atrações, a preparação para as competições não é deixada de lado. Os treinamentos também são realizados dentro da Vila Olímpica, que oferece piscinas, pistas, campos e quadras de altíssima qualidade, além de uma moderna academia de ginástica.
O Time Brasil vai realizando os últimos ajustes para a estreia nos Jogos Olímpicos. Natação, remo e tênis, dependendo do sorteio das chaves, a ser realizada nesta sexta-feira, inauguram a participação do Time Brasil, a partir deste domingo, dia 15.
A Cerimônia de Abertura será realizada neste sábado, dia 14, às 8h30min (horário de Brasília).
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Sua mãe tem razão: Café da Manhã - Uma Escolha Saudável
Durante o tempo que passamos dormindo nosso corpo enfrenta um longo período em jejum, apenas gastando a energia que está armazenada e o que ficou disponível na circulação, como conseqüência das últimas refeições realizadas no período de vigília.
Sabendo disso, o cérebro envia sinais para todo o corpo economizar energia durante esse período, tendo como conseqüência uma diminuição no metabolismo.
Com isso o café da manhã se torna uma das principais refeições do dia, servindo com uma forma de repor as energias perdidas durante o período de sono, fornecer energia para começar o dia e normalizar o nosso metabolismo, sendo o ideal para a obtenção desses benefícios realizar o café da manhã até 2 horas após acordado e consumi-lo de 15% a 30% do valor energético total (TIMLIN, 2007).
Porém com o dia-a-dia corrido e cada vez menos tempo devido ao estilo de vida adotado pela maioria das pessoas, sempre acordamos em cima da hora e quem sempre sai perdendo é o “café da manhã".
Porém há a necessidade de observar as conseqüências que isso pode trazer e programar pelos menos uns 15 minutos ao acordar para realizar um café da manhã gostoso e saudável.
Veja a seguir alguns estudos que demonstram a relação do café da manhã com a saúde e o aumento de peso quando não realizado:
- Aumento da massa corporal
Isso pode ser explicado pelo fato do organismo ficar um longo tempo em jejum, entendendo assim que há necessidade de preservar energia, gastando o menos possível para a realização das tarefas básicas (MORENO 2007; RODRIGUEZ, 2006).
Outro aspecto importante a ser observado é quando se pula essa refeição, as escolhas alimentares na próxima refeição acaba sendo por alimentos mais calóricos e gordurosos (MORENO, 2007; RODRIGUEZ, 2006).

- Obesidade infantil
Os dados são preocupantes, por volta de 30% das crianças nessas condições apresentaram sobrepeso ou obesidade de acordo com o Índice de massa corporal (IMC).
Também foi observado um consumo muito inferior de frutas e vegetais dessas crianças em relação as crianças que realizam o café da manhã habitualmente (SONG; SCHULZ, 2005).
Aumento das chances de dislipidemias e doenças crônicas
Ao analisar o perfil lipídico das pessoas que não realizam o café da manhã, foi constatado um aumento dos níveis de lipoproteína de baixa densidade (LDL) e dos níveis de colesterol sanguíneo.
O motivo ainda não é totalmente esclarecido, mas um dos motivos pode ser a preferência por alimentos mais calóricos e gordurosos.
Esses motivos podem favorecer alterações no metabolismo, que com o passar dos anos pode ser o motivo do desenvolvimento de algumas doenças crônicas (FARSHCHI, 2004; 2005).
- Café da manhã e desempenho cognitivo
Esses estudos sugerem que o café da manhã altera de uma forma positiva e significante a resolução de problemas e a memória a curto e longo prazo (VAISMAN, 1996; DYE, 2000).
Além de ser uma refeição gostosa, é fundamental realizar um café da manhã adequado para ter mais energia durante o dia e uma vida mais saudável.
Não é necessário ser uma grande refeição, mas sim uma porção de nutrientes capaz de estimular o metabolismo e fornecer nutrientes para as diversas funções específicas do organismo.
Esta refeição deve conter no mínimo 15% das calorias necessárias do dia e o critério de escolha para os alimentos é baseado na função que desempenha cada nutriente.

O que não pode faltar no café da manhã?
- Cereais integrais, pães e biscoitos são boas fontes de carboidratos, nutrientes responsáveis pelo fornecimento de energia;
- Leite e derivados fornecem as proteínas, que são responsáveis pela formação e manutenção dos tecidos, e aind a fornecem o cálcio, que é um mineral importante na formação e manutenção do tecido ósseo e na contração muscular;
- Frutas e suco de frutas, fornecem vitaminas e minerais, responsáveis pela regulação de diversas funções no organismo.
É importante salientar que optar pelos alimentos integrais como cereais pães e biscoitos integrais, garante mais fibras e antioxidantes para a dieta.
Estes nutrientes auxiliam o bom funcionamento intestinal e ainda previnem doenças.
bibliográficas
DYE, L.; LUCH, A.; BLUNDELL, J.E. Macronutrients and mental performance. Nutrition, v.16, p.1021-34, 2000.
FARSHCHI, H.R.; TAYLOR, M.A.; MACDONALD, I.A. Beneficial metabolic effects of regular meal frequency on dietary thermogenesis, insulin sensitivity, and fasting lipid profiles in healthy obese women. Am J Clin Nutr, v. 81, p.16-24, 2005.
FARSHCHI, H.R.; TAYLOR, M.A.; MACDONALD, I.A. Regular meal frequency creates more appropriate insulin sensitivity and lipid profile s compared with irregular meal frequency in healthy lean women. Eur J Clin Nutr, v. 58, p. 1071- 7, 2004.
MORENO, L.A.; RODRIGUEZ, G. Dietary risk factors for development of childhood obesity. Curr Opin Clin Nutr Metab Care, v.10, p. 336-41, 2007.
MURPHY, J.M.; PAGANO, M.E.; MACHMANI, J. The relationship of school breakfast and psychosocial and academic functioning. Arch Pediatr Adolesc Med, V.152, P.899-907, 1998.
RODRIGUEZ, G.; MORENO, L.A. Is dietary intake able to explain differences in body fatness in children and adolescents? Nutr Metab Cardiovasc Dis, v.16, p.294-301, 2006.
SCHULZ, M.; NOTHLINGS, U.; HOFFMANN, K. Identification of a food pattern characterized by high-fiber and low-fat food choices associated with low prospective weight change in the EPIC–Potsdam cohort. J Nutr, v.135, p. 1183-9, 2005.
SONG, W.O.; CHUN, O.K.; OBAYASHI, S. Is consumption of breakfast associated with body mass index in US adults? J Am Diet Assoc, v.105, p.1373-82, 2005 .
TIMLIN, M.T.; PEREIRA, M.A. Breakfast frequency and quality in the etiology of adult obesity and chronic diseases. Nutr Rev, v.65, p.268-81, 2007.
VAISMAN, N.; VOET, H.; AKIVIS, A. The effects of breakfast timing on the cognitive function of elementary school students. Arch Pediatr Adolesc Med, v.150, p.1089-92, 1996.
domingo, 18 de julho de 2010
Mulheres obesas e AVC
Obesidade pode triplicar risco de derrame em mulheres de meia idade.
Estudo revela que mulheres de 30 a 50 anos têm mais chances de sofrer um AVC que homens.
O aumento da obesidade entre mulheres entre 30 e 50 anos pode ter triplicado as taxas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) nas últ imas décadas.
É o que aponta um estudo da Universidade Southern California, em Los Angeles.
Em uma análise prévia de dados sobre derrame nos EUA, entre 1999 e 2004, pesquisadores descobriram que mulheres de 45 a 54 anos tinham duas vezes mais chance de sofrer um AVC do que homens da mesma faixa etária.
A partir desses dados, Amytis Towfighi e colegas da universidade resolveram estudar se o fato representava uma tendência real e, em caso positivo, se poderiam revelar explicações.
Os pesquisadores analisaram informações de cerca de 10 mil homens e mulheres, a partir de exames do National Health and Nutrition.
As informações foram coletadas em fatias representativas da população americana em dois momentos: de 1988 a 1994 e de 1999 a 2004.Os autores do trabalho não encontraram nenhuma diferença significativa nas taxas de acidente vascular cerebral entre homens (0,9%) e mulheres (0,6%) no primeiro período.
No entanto, uma diferença surgiu na fase posterior, quand o o número de mulheres que relataram ter sofrido um derrame saltou para 1,8%, enquanto a taxa entre os homens continuou igual.
A descoberta desafia o pensamento tradicional de que os homens têm maiores chances de sofrer um AVC que as mulheres, segundo disseram os pesquisadores no periódico \'Stroke\'.Na tentativa de decifrar o que pode ter contribuído para a tendência ascendente em curso entre as mulheres, eles viram que as do segundo período tinham mais chances de ser obesas, ter pressão arterial alta e níveis elevados de gorduras nocivas ao sangue (triglicérides), em comparação às mulheres da primeira fase analisada.
Mais do que as mulheres no período de tempo mais tarde, foram também sobre a pressão arterial e os medicamentos hipolipemiantes, refletindo os esforços para melhorar o controle dos fatores de risco para AVC nos últimos anos.
"A epidemia da obesidade provavelmente contraria muitos dos avanços e medidas de prevenção em curso", disse Towfighi à Reute rs.
O conselho para evitar um AVC é ter um estilo de vida saudável:
- praticar exercícios físicos regularmente
- manter um peso normal
- comer frutas e verduras
- não fumar e beber álcool com moderação.
O presidente eleito da American Heart Association (AHA), Ralph Sacco, que não participou do estudo, concorda.

"Nunca é tarde para começar a comer direito e aumentar a atividade física em nossa rotina diária."
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,obesidade-pode-triplicar-risco-de-derrame-em-mulheres-de-meia-idade,571982,0.htm em 25/06/2010
