segunda-feira, 7 de março de 2016

Viver Sobre Rodas

Dois anos após acidente, Lais aprende a viver sobre rodas: "Consegui aceitar"

Ex-atleta se adapta a "mundo de rodas" e se torna inspiração para cadeirantes: "Meu objetivo é andar. Tem que ir no dia a dia e tentar não desistir. Tem que ir lutando"

Por São Paulo

Mosaico Lais  (Foto: Marcos Ribolli)(Fotos: Marcos Ribolli)


“Hoje eu vejo o mundo de uma forma diferente de quando andava.” O mundo de Lais Souza está bem diferente há exatamente dois anos. Ex-ginasta olímpica e ex-esquiadora, ela não se pergunta mais: “por que comigo?” Não tenta achar respostas para o que chama de destino. Até se sente confortável para recordar o acidente em uma pista de esqui que a deixou tetraplégica, mas prefere olhar para frente, prefere vislumbrar um milagre da medicina que a permita mexer os braços e as pernas. 
Lais sonha andar novamente, só que sua nova vida, seu “mundo de rodas”, não é feito apenas de fé, mas também da força de vontade de quem se arrisca - e sem pensar duas vezes - em um tratamento experimental com células-tronco, de quem encara a fisioterapia com a mesma garra de um treino, de quem valoriza a mais sutil evolução. Uma vida de resiliência e superação diária.
Lais Souza na fisioterapia (Foto: Marcos Ribolli)Dois anos após acidente, Lais virou símbolo da luta do tetraplégico (Foto: Marcos Ribolli)
- O que eu sonho hoje é que não estou na cadeira, que em algum momento a medicina vai evoluir, que minha saúde vai melhorar. Eu procuro ser positiva, porque já é difícil estar passando por essa situação e estar encarando isso. Então preciso encarar de forma positiva, me motivando. Meu objetivo é andar, agora a velocidade com que isso vai acontecer, não tenho como dizer. Tem que ir no dia a dia e tentar não desistir, porque sei que é um problema que vai ser lento para ser resolvido. Tem que ir indo e lutando. Vejo pessoas que estão na cadeira e não fazem nada para sair, não saem de casa, não tentam fazer diferente. Eu quero fazer diferente, quero voltar a andar, que seja mexer os braços. É o mínimo que espero - contou a ex-ginasta e esquiadora.
Dois anos depois do acidente, a luta diária de Lais Souza é cheia de brincadeiras, piadas e sorrisos, só desfeitos para dar lugar à expressão de esforço nos exercícios da fisioterapia. A tristeza por sua condição, de quem só consegue mexer a cabeça e os ombros, raramente dá as caras. Lais não deixa, é forte. Treina como uma atleta, mesmo que o estímulo seja passivo. Vai ao salão de beleza como qualquer jovem de vaidosa de 27 anos. Passeia com amigos como todo mundo. Trabalha dando palestras motivacionais, ainda que não chame isso de trabalho. Lais se adaptou ao “mundo de rodas”, à vida de cadeirante que o GloboEsporte.com mostra em parceria com o SporTV - assista ao terceiro e último episódio de série “Uma História de Superação Diária” nesta quarta-feira, no Tá na Área.

ACEITAR E INSPIRAR
Lais Souza continua tão vaidosa quanto nos tempos de ginástica, mas já não se olha tanto no espelho. É difícil se ver tetraplégica para uma pessoa que encantou o Brasil com suas piruetas e que quase nada conhecia sobre o universo dos cadeirantes. Pouco a pouco, a atleta foi aprendendo a viver nesta nova condição. Foi percebendo que, com a ajuda da mãe Odete Vieira e do cuidador Willian Campi, pode fazer praticamente tudo que fazia antes do acidente. Pode ter uma vida feliz. Em agosto de 2015, Lais deu um passo importante em sua reabilitação, se aceitou e registrou o momento nas redes sociais com uma frase comovente: “Manter a cabeça erguida e aceitar”.
Lais Souza na fisioterapia (Foto: Marcos Ribolli)Desde o acidente, Lais Souza se olha menos no espelho (Foto: Marcos Ribolli)
- Nesse dia, fiquei parada na frente do espelho e olhei o meu corpo, o meu resto e foi essa frase que quis escrever, que era um momento que estava aceitando o que eu tinha, o que eu sou hoje. O problema é aceitar a forma que foi. Eu não tive nada, nenhuma fratura, não quebrei um braço, não quebrei uma perna, nem uma costela, nada. Simplesmente quebrei o pescoço. Tentar entender isso e aceitar é o que é difícil. Foi o que passei no primeiro ano. Hoje já estou com uma cabeça diferente, encarando de uma maneira diferente o meu problema. Já estou de um jeito que consegui aceitar o meu problema. A ideia de pensar que eu poderia estar morta é muito pior do que eu estar na cadeira, porque poderia estar morta. Eu pelo menos estou aqui agora, estou próxima da minha família e tudo mais. Agora para a morte ninguém dá jeito - disse a ex-atleta.
Com essa postura de força, fé e determinação, Lais ganhou ainda mais fãs e assumiu uma posição de símbolo de superação. Se no âmbito fisiológico a evolução se limitou à sensibilidade de pés, barriga e costas - o que ela comemora muito -, no âmbito social Lais colecionou vitórias:foi ao Rock in Rio, foi a baladas, foi à praia, pegou carona em um carro da Stock Car e atésurfou em uma prancha adaptada. Ela se reintegrou à sociedade.
- A maior dificuldade hoje é que muita gente não sabe o que é ser cadeirante, como é encarar isso. O que eu queria era quebrar esse paradigma, mostrar que a pessoa que é cadeirante tem dificuldades, mas ela continua ali. São pessoas inteligentes. Acontece com qualquer um.
Em seus passeios, seja em Ribeirão Preto ou em São Paulo, Lais não raras vezes recebe o carinho de fãs, inclusive cadeirantes, que se inspiram nela. Nas redes sociais, o cenário é o mesmo. Ela, que usa o celular com uma espécie de caneta de contato presa à boca, nem consegue responder todas as pessoas que buscam informações sobre tratamentos, querendo seguir o mesmo caminho de reabilitação. Tatuado no braço um símbolo da luta do tetraplégico para voltar a andar, Lais se tornou porta-voz da causa.
Montagem Lais Luta (Foto: Marcos Ribolli)Lais virou inspiração para cadeirantes (Fotos: Marcos Ribolli)
"SER COITADA? NÃO!"
Para quem não acompanha Lais Souza, seja no dia a dia ou nas redes sociais, parece até natural sentir pena dela, afinal, uma jovem atleta que rodopiava no ar, tanto na ginástica como no esqui, não pode fazer o que mais ama: voar. Só que ela não se coloca nessa posição de fragilidade, pelo contrário, se mostra forte, raramente chora por estar em uma cadeira de rodas.
- Ela não desanima, não bate tristeza nela. Eu não vejo a Lais chorar, mesmo nessa situação, porque ela é totalmente ativa. Vejo que ela é muito forte - disse Willian Campi, cuidador e amigo.
Lais Souza no parque ibirapuera (Foto: Marcos Ribolli)Lais Souza se diz uma menina de sorte por ter suporte em seu tratamento (Foto: Marcos Ribolli)
A ex-atleta olha para frente, pronta para encarar tratamentos e exercícios de fisioterapia, pronta para encarar a vida no que chama de “mundo de rodas”.
- Ninguém gosta de ser coitado. O coitado é ruim, é fraco, não é positivo. Eu sou o contrário disso, gosto de coisas que chocam, que são positivas, que é bom, não gosto de ser para baixo. Ser coitada? Não! Não acho que tem de pensar: “Ah, ela mereceu!” Não é assim. Aconteceu. Tem que viver a realidade, tem que viver o momento e a situação pela qual está passando. O coitado não é ninguém, por isso que eu não gosto.
Lais foge da alcunha de coitada e até se diz uma menina de sorte. Não à toa. Seu acidente causou tamanha comoção no Brasil, que ela conquistou uma série de privilégios que outros brasileiros tetraplégicos não têm. Por ter representado o país desde os 12 anos, a ex-ginasta recebe uma pensão especial e vitalícia do Governo Federal no valor do teto da Previdência Social (Reajustado para R$ 5.189,82 a partir deste mês). O Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) também a auxiliam financeiramente, além da Universidade Estácio de Sá, para quem a ex-esquiadora dá palestras. Ela conta com ajuda de uma empresa de roupa e da clínica Acreditando, onde faz o tratamento de fisioterapia.
Lais ainda recebe doações de anônimos e amigos famosos. O apresentador Luciano Huck a deu um carro adaptado, que usa no Brasil. Astro do Barcelona e da seleção brasileira, Neymar também dá uma ajuda importante para a ex-atleta. Lais se divide entre Ribeirão Preto, sua cidade natal, e São Paulo, onde faz fisioterapia e dá palestras. Quando está na capital paulista, ela se hospeda em um apart hotel bancado por Neymar. Apesar de todo o suporte, o tratamento de Lais é tão caro que ela ainda depende das doações na campanha “Eu Apoio a Lais”.
Neymar e Lais Souza (Foto: Marcio Iannacca)Neymar banca o apart hotel em que a amiga Lais mora em São Paulo (Foto: Marcio Iannacca)

VIDA DE ATLETA
Com seu esforço, faz jus a todo o suporte que recebe, seja o financeiro, seja o incentivo de fãs. Mesmo em dias que sua pressão está mais baixa - fato normal na sua condição -, ela não se deixa abater e vai à fisioterapia - sempre cantando e com som alto no carro para animar. São cinco sessões semanais de três horas cada uma. Uma rotina puxada, digna de um atleta, tanto que Lais e as fisioterapeutas da clínica chamam os exercícios de treino.
- Não mudou muito meu dia a dia, porque eu vou para o treino e faço algum tipo de trabalho, ou alguma tarefa. Meu dia a dia parece de quando era atleta. Hoje dedico três horas do meu dia à fisioterapia e parece que corri uma maratona. Eu fico bem cansada. Minha saúde é mais sensível. Basicamente eu fico de olho na minha saúde, vou ao treino e ao mesmo tempo tenho que trabalhar, porque vida de cadeirante não é barata.
Lais Souza na fisioterapia (Foto: Marcos Ribolli)Lais Souza se esforça nos treinos (Foto: Marcos Ribolli)
O treino é composto por terapias baseadas em atividades, que buscam promover a recuperação do movimento e da sensibilidade que ela perdeu através de exercícios intensos. Elásticos, cordas e principalmente os fisioterapeutas ajudam na movimentação de braços e pernas. Ela, inclusive, anda em uma esteira ergométrica. O estímulo é passivo, mas o resultado é um real trabalho aeróbico. A frequência cardíaca chega a aumentar de 45 batimentos por minutos para 90 - a frequência cardíaca de um tetraplégico costuma ser menor do que o de um adulto saudável.
Lais Souza na fisioterapia (Foto: Marcos Ribolli)Lais Souza anda em esteira, com a ajuda de profissionais de educação física e cabos 
(Foto: Marcos Ribolli)
- É como se estivesse andando mesmo. As meninas sempre perguntam o que eu estou sentindo, como é que está meu batimento. Eu procuro reparar: sinto bastante meu pé bater no chão, sinto um pouco de pressão no meu quadril. Conforme elas vão mexendo minha perna, eu procuro movimentar o meu corpo, para ajudar e ver se alguma coisa entra em ação, se ativa. Para o cérebro, essa ligação de ficar tentando mostrar com o movimento do corpo que tem alguma coisa ali é muito boa. Você acaba mandando um sinal do corpo para o cérebro e vice-versa para que em algum momento os fiozinhos liguem lá de novo.
O trabalho de fisioterapia complementa o tratamento experimental com células-tronco. Lais já fez três aplicações e espera ser chamada pelo projeto de Miami ainda neste início de ano para mais uma bateria de exames e uma nova aplicação de células-tronco.
O MUNDO EM UM NOVO RITMO
Fora da fisio, a vida é mais tranquila, segue um ritual. Tomar café na cama, remédios, banho -quase sempre com música -, escovar os dentes, escolher uma roupa. E lá se vai a manhã inteira. Lais depende da mãe Odete e do cuidador Willian para fazer tudo, e as pequenas ações do dia a dia ganham um novo ritmo, uma cadência mais lenta como pede os cuidados com uma pessoa de saúde sensível como uma tetraplégica. Por exemplo, um bom banho, que durava quase uma hora, agora leva mais de duas horas.
- Eu sinto muita falta de tomar banho sozinha, eu mesma lavar meus cabelos, eu mesma escovar meus dentes. São pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Hoje a gente já se acostumou. O Willian me dá banho, ele já sabe como eu quero escovar os dentes, como eu gosto, como gosto de deixar meu cabelo, roupa e tudo isso assim. Mas no começo foi bem chato, foi bem difícil adaptar e aprender, mas deu certo.
Lais saiu das casas dos pais ainda menina, com dez anos, para se dedicar à ginástica e, com isso, se tornou muito independente. Não foi fácil precisar de ajuda para as mais corriqueiras atividades. Hoje ela aceita sua condição, embora às vezes prefira assoprar ou usar os ombros para tirar uma mecha de cabelo. Não quer chamar a mãe ou o cuidador o tempo todo. Para quê incomodá-los de dois em dois segundos?
Montagem Lais Rotina (Foto: Marcos Ribolli)Lais Souza vai ao salão de beleza e mantém rotina como a de qualquer jovem de 27 anos (Fotos: Marcos Ribolli)
- Com certeza minha paciência mudou. Eu era muito independente. Morava sozinha, tinha meu carro, tinha meu dinheiro. Comprava o que eu queria na hora que queria. Hoje dependo das pessoas para me mexer, para tomar banho, para tudo mais. Por isso eu tive de acabar aprendendo a ter essa paciência a mais, a passar o que eu quero, a me expressar direito para que dê certo.
Mais paciente e serena, Lais fala manso. Às vezes nem precisa abrir a boca para o cuidador Willian ou a mãe Odete entenderem o que ela precisa, tamanha a cumplicidade entre eles. Os dois sabem o que ela quer comer - e agora que não é atleta, tem uma dieta sem regras, pode comer de tudo, embora o estômago sensível só aceite pequenas porções. Até a moda dela mudou. Como não consegue controlar a temperatura do corpo, Lais sente muito frio. Nada que um casaco aconchegante não dê jeito. Tudo se adapta para o “mundo de rodas”, mesmo o sono, que tem de ser interrompido de duas em duas horas para mudar a posição do corpo e, assim, evitar feridas.
Lais Souza no parque ibirapuera com a amiga Ingrid Messias (Foto: Marcos Ribolli)Lais Souza muda estilo por sentir frio, mas mantém passeios com amigos, como Ingrid Messias (Foto: Marcos Ribolli)
ANJOS DA GUARDA
Para tudo o que a jovem precisa, dois anjos de guarda se revezam e a amparam. A mãe, Odete Vieira, largou o emprego em uma fábrica de sapatos para se entregar à filha. Ao contrário de Lais, Odete ainda se pergunta quase todos os dias: “Por que com a gente?” Às vezes ela chora, mas não na frente da filha. Precisa ser forte para Lais, mantém a esperança de vê-la andar novamente.
- Ver um filho seu a vida toda andando e de repente ele estar na cadeira de rodas é complicado, mas não é um bicho de sete cabeças. Estamos tentando nos adaptar, tentando nos acostumar. Tenho os meus momentos de tristeza sim, em que imagino que não vou dar conta. Não posso ficar pensando muito e viver o que está acontecendo hoje, amanhã é outro dia. Eu penso dessa forma para não enlouquecer, porque se vai pensar em todas as dificuldades, você cai em depressão, você enlouquece. A esperança é a última que morre, né? Eu tenho muita esperança de ver minha filha andando ainda. Ela não é uma pessoa enferma, não é doente, só está tetraplégica. Acho que uma hora dessas, as coisas vão voltar, e ela vai caminhar - disse Odete.
Positivas como são, mãe e filha até encontram um lado bom da situação em que estão: agora podem se conhecer melhor. Com a rotina de treinos e viagens para competições, Lais pouco parava em casa, em Ribeirão Preto. Agora as duas raramente se separam.
- Sempre nos demos muito bem. O bom disso tudo é que estamos muito juntas. Tenho mais tempo de conhecer minha filha, de dar carinho para ela. A mesma coisa para ela, de se adaptar à família, porque saiu de casa muito cedo e acostumou. Acho que era uma coisa que devia estar faltando e Deus disse: “Para, vocês precisam ficar mais juntas.” - destacou Odete.
Montagem Lais Anjos da Guarda (Foto: Marcos Ribolli)Cuidador Willian Campi e a mãe Odete Vieira são os anjos da guarda de Lais Souza (Fotos: Marcos Ribolli)
Se a mãe não está por perto, pode ter certeza que um segundo anjo da guarda está: Willian Campi. Há 11 meses, o cuidador de 26 anos entrou na vida da ex-atleta, e a relação dos dois vai muito além do trabalho. Willian é o movimento de Lais, é conselheiro e confidente também.
- Virou um irmão, um amigo, um pai, virou tudo. Eu basicamente acho que ele me deu a minha vida de volta. Ele é jovem, ele me entende. Se eu estou com algum problema, se eu quero fazer alguma coisa, eu só o chamo, eu o olho, ele já sabe o que quero. Ele deu asas à Lais Souza, que está com aquele probleminha, e se Deus quiser vai passar logo. Ele me deu pernas, me deu braços. Às vezes eu dou uns ataques, e ele está lá, firme e forte - disse Lais.
AMIGO, ESTOU AQUI!
Com um anjo da guarda também jovem como Willian, Lais se sentiu mais livre para ganhar o mundo. O amigo-irmão a leva para passear e encontrar outros amigos, principalmente em restaurantes e cinemas, mas até para baladas os dois vão.
Lais Souza no parque ibirapuera (Foto: Marcos Ribolli)Lais Souza mantém esperança de voltar a andar (Foto: Marcos Ribolli)

- Não consegue dançar em uma balada, mas consegue ir e curtir de outra forma, vai ao teatro, vai ao cinema. Ela não vai ficar afastada por que está na cadeira. Ela é igual - disse Denise Lessio, fisioterapeuta e amiga de Lais, que acompanhou o início do tratamento, nos Estados Unidos.
Montagem Lais Amigos (Foto: Marcos Ribolli)Lais está sempre cercada por amigas como Ingrid Messias, Denise Lessio e Daiane dos Santos (Foto: Marcos Ribolli)

A vida social é como a de qualquer jovem de 27 anos, chegou a namorar depois do acidente, mas o relacionamento não seguiu em frente. A ex-atleta está sempre cercada por amigos, a maioria da época da ginástica, como Ingrid Messias, que hoje é atleta do salto com vara. As duas se visitam frequentemente. Daiane dos Santos não consegue se manter tão perto de Lais por causa de seu trabalho como comentarista do Time de Ouro da TV Globo, mas também está sempre em contato, nem que seja por mensagens no celular.
- A Lais é muito carinhosa, adora beijo e abraço. Ela gostava muito de abraçar antes, e eu não gostava. Agora ela me pede: “Me dá um abraço, Daiane”. É uma amizade bem alegre. Esse jeitinho Lais de ser não mudou. É carismática, piadista. Até mesmo com a sua condição ela faz piada. Às vezes até assusta: “Nossa, ela está brincando com isso? É um assunto tão sério.” Eu acho legal esse jeito, porque ajuda a deixar mais leve essa situação - contou Daiane.
Lais Souza no parque ibirapuera com a amiga Ingrid Messias (Foto: Marcos Ribolli)Lais Souza é muito carinhosa com amigos (Foto: Marcos Ribolli)
O mesmo jeito alegre e positivo com as amigas é o que Lais tenta mostrar em suas palestras motivacionais. Ela não consegue estar sempre trabalhando, a prioridade é cuidar do corpo, mas encanta e inspira quando palestra.
Lais Souza trabalha com palestras motivacionais (Foto: Reprodução/Facebook)Lais Souza trabalha com palestras motivacionais (Foto: Reprodução/Facebook)
- Eu normalmente quando vou pensar em uma palestra, ou em um bate-papo com alguém, fico pensando no que as pessoas querem ouvir de mim, no que é importante eu falar. São muitas coisas que eu junto e acabo fazendo de uma forma que eu possa me adaptar àquela situação, se é uma empresa ou uma escola. Eu nem chamo de trabalho. É saudável, é gostoso. É o que eu tento fazer para ajudar mesmo.
Ela pensa em voltar ao esporte, está para conhecer a bocha adaptada e também considera jogar pôquer, canoagem e mesmo esqui adaptado. A paixão de sua vida, a ginástica artística, ela continua acompanhando de perto e pretende estar na arquibancada dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para transmitir aos amigos um pouco da força e da esperança que carrega em sua rotina de superação.
- Teve um tempo que eu falei que tinha como meta entrar andando nas Olimpíadas. É um sonho ainda distante, mas quem sabe até lá acontece.
* Colaboraram Erica Hideshima e Tiago Maranhão, do SporTV

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Proposta isenta professor de educação física de pagar taxa de conselho profissional

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Olimpíadas motivam projetos, mas educação física ainda patina nas escolas do Rio

Doutor em Ciências do Esporte, o professor da Uerj Luiz Alberto Baptista cita ser consenso que, para bons resultados, o esporte deve ser praticado três vezes por semana, em períodos de aproximadamente uma hora e meia. 
Mas as escolas ainda reduzem a disciplina ao tempo que sobra.
 Para ele, a educação física precisa contemplar desde o ensino infantil.

De vez em quando, o diretor adjunto do Ginásio Experimental Olímpico Juan Antonio Samaranch, Marcelo Laignier Rolim, saca uma Nikon D7000 para fotografar seus alunos.
– Gosto de registrá-los sorrindo. É a maior prova de que fazemos um bom trabalho – diz.
Localizada em Santa Teresa, a escola de Rolim pertence à rede municipal e é uma das três construídas dentro de um modelo cuja proposta é o funcionamento em tempo integral vocacionado ao esporte. São 535 alunos, do 6° ao 9º ano. Além de aulas, eles aprendem e treinam dez modalidades, como natação, atletismo e esportes de quadra. O corpo docente tem 35 professores, incluindo dez treinadores, sendo 50% mestres.
– Todas as atividades são discutidas em conjunto com os alunos, que são direcionados a atividades conforme o perfil. Trabalhamos a tríade aluno, atleta e cidadão. E eles precisam se sair bem em todos os aspectos – explica Rolim.
Sem problemas como evasão e violência, os alunos que deixam o ginásio têm conquistado vagas em escolas renomadas e levam na mochila uma robusta coleção de medalhas.
– A ênfase no esporte faz com que nossos alunos tenham o espírito de competitividade e a noção de serem capazes de superar seus desafios com as próprias pernas – resume Rolim.
Além da unidade de Santa Teresa, a prefeitura inaugurou, em 2013, outros dois ginásios, em Pedra de Guaratiba e no Caju, com capacidade para 350 alunos cada. Até o final de 2016, estão previstos mais dois: nas vilas olímpicas de Honório Gurgel e do Juquiá, na Ilha do Governador.
Os ginásios estão entre as bandeiras da prefeitura como legado das Olimpíadas para a educação. Mas, para especialistas, por mais bem-sucedida que seja, a iniciativa e outros programas suscitados pela competição ainda são bastante pontuais.
– Tradicionalmente, a educação física é trabalhada no Brasil de forma limitada, reduzida a alguns esportes. E nem dentro dessa limitação a disciplina está bem resolvida. Caso contrário, haveria quadras, vestiários e equipamentos em boas condições em todas as unidades. Projetos como os ginásios são ilhas de excelência dentro de uma rede com centenas realidades diferentes – avalia o coordenador da capital no Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, Roberto Alves Simões, professor de educação física nas redes estadual e municipal.
Simões cita como exemplo a Escola Municipal Soares Pereira, na Tijuca, onde atua desde 2002:
– O espaço para a prática de esportes tem o chão deteriorado. Dois banheiros que poderiam servir de vestiários estão interditados. Como não há cobertura, ficamos expostos a chuva e sol. Redes, bolas e traves também estão ruins.
A prefeitura diz que o espaço não tem viabilidade técnica para receber cobertura. Mas afirmou que estão previstas, para este ano, aquisições de equipamentos esportivos, recuperação dos banheiros e pintura.

ATIVIDADE É FEITA NO TEMPO QUE SOBRA
Doutor em Ciências do Esporte, o professor da Uerj Luiz Alberto Baptista cita ser consenso que, para bons resultados, o esporte deve ser praticado três vezes por semana, em períodos de aproximadamente uma hora e meia. Mas as escolas ainda reduzem a disciplina ao tempo que sobra. 
Para ele, a educação física precisa contemplar desde o ensino infantil.
– É preciso difundir a visão de que se movimentar é uma forma de expressão. Vários estudos mostraram que quem possui dificuldade com isso acaba enfrentando barreiras cognitivas.
O professor Lino Castellani, que coordena o Observatório de Políticas de Educação Física, Esporte e Lazer da Unicamp, concorda. Para ele, os jogos não tiveram impacto que se colocasse como parâmetro de novas práticas pedagógicas, capazes de fazer a educação física superar seus limites históricos.
– Pelo contrário, o que assistimos foi ao recrudescimento da defesa de uma educação física centrada nos parâmetros da performance esportiva – diz.
A secretária municipal de Educação do Rio, Helena Bomeny, por sua vez, afirma que um conceito mais global da educação física está sendo difundido na rede, a partir de um currículo próprio e programas de capacitação de professores. Segundo ela, também houve progressos na infraestrutura:
– Temos 1.008 escolas de ensino fundamental e, dessas, 632 têm quadras esportivas. Desde 2009, 67 unidades ganharam quadras e três outras estão com processo de aprovação para execução. Mas temos escolas onde não é possível construir. Para isso, temos parcerias com clubes e associações. Também contratamos mais de mil professores na área.
Na visão de Helena, o maior legado do mundial será o fomento ao debate sobre valores olímpicos, que traduzem um conceito universal de cidadania plena:
– Essa discussão está em todas as escolas, independente de ter quadra ou não.
Na rede estadual, também foram feitas mudanças curriculares para que a disciplina fosse compreendida de maneira mais moderna, e há programas em curso. Um desses programas é o Transforma, executado em parceria com o Comitê Rio 2016, cujo objetivo é levar valores olímpicos e novos esportes às escolas. Isso acontece através do treinamento presencial e on-line de alunos, coordenadores pedagógicos e professores de educação física.
– Queremos utilizar o esporte para fortalecer os valores olímpicos. Para isso, além dos treinamentos e dos materiais didáticos, o Transforma lança desafios que estimulam a reflexão, a integração e a criatividade – explica a gerente-geral de Educação do comitê, Mariana Behr.
Segundo ela, o projeto está em cerca de 350 escolas públicas e particulares do estado do Rio, alcançando 177 mil alunos. Para este ano, estão previstas cerca de 11.300 vagas e expansão para mais cidades.
No âmbito das particulares, o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro, Edgar Flexa Ribeiro, não observa impactos das Olimpíadas dentro das instituições:
– A escola é um organismo inserido na sociedade. Os Jogos representarão para a escola aquilo que representarem para todo mundo. Pode ser que, no futuro, existam consequências maiores.

ORÇAMENTO NÃO PRIORIZA ESCOLAS
Para o professor da Fundação Getúlio Vargas Pedro Trengrouse, mestre em Gestão, Marketing e Direito do Esporte, alguns programas colocados em prática mostram que, de fato, existiram avanços. Mas ainda é muito pouco.
– O principal financiador dos Jogos é o governo federal. E, quando olhamos para o orçamento do Ministério do Esporte, percebemos que mais de 90% estão na Secretaria de Alto Rendimento, enquanto a Secretaria de Esporte Educacional tem um orçamento muito pequeno. Isso já m
ostra como escola não é prioridade – observa.
Trengrouse destaca que, diferente de países como os Estados Unidos, a base de formação dos atletas no Brasil não vem de escolas, mas de clubes.
– A prioridade deveria ser os Jogos servindo ao Brasil, e não o contrário. Ao que tudo indica, o resultado será bem parecido com o da Copa, quando o mundial passou por aqui e deixou o futebol brasileiro para trás – prevê.


Matéria publicada pelo site Eu Atleta

O Revezamento da tocha olímpica

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Três empresas patrocinadoras têm processos em aberto, e o Comitê Rio 2016 deve anunciar seu programa até o fim deste mês. Saiba detalhes e como se inscrever
As Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, terão, ao todo, 12 mil condutores para o revezamento da tocha olímpica. 
A grande maioria deles sairá de um processo seletivo comandado pelo Comitê Rio 2016, que deverá ser lançado até o fim deste mês (é possível se cadastrar no site oficial para ser avisado sobre a abertura do programa). 
A outra parte vem de campanhas de três empresas patrocinadoras dos Jogos Olímpicos, que já estão abertas.
A tocha será acesa em Olimpia, na Grécia, berço dos Jogos da Antiguidade. 
Ela ficará uma semana passando por cidades do país até chegar a Atenas, de onde embarca para o Brasil. Já no país das Olimpíadas, passará por mais de 300 cidades brasileiras, em trajetos por terra e de avião (sendo que 83 já foram anunciadas e, até o fim do ano, o trajeto completo será divulgado). O revezamento termina no dia 5 de agosto, na Cerimônia de Abertura, no Maracanã, dando início aos Jogos Olímpicos de 2016.

Confira abaixo os detalhes dos programas dos três patrocinadores do revezamento:
1) “Quem se atreve”
A montadora Nissan criou uma campanha chamada “Quem se atreve”. A ideia é que o interessado envie o relato de sua história de vida, mostrando o motivo pelo qual se considera “atrevido”, como, por exemplo: transformou a comunidade em que vive com alguma ação positiva, abriu uma ONG que auxilia pessoas carentes, desenvolveu e luta por uma causa justa a favor de sua comunidade etc. Serão 1,2 mil pessoas escolhidas pela marca.
– A gente tem um posicionamento de marca que é “quem se atreve”. É um pouco a nossa essência com uma pegada brasileira. Procuramos pessoas que representam essa criatividade brasileira, esse atrevimento, que faz mudar a vida dela e a das pessoas que estão em volta. E que mostrem também esse calor humano do brasileiro – explicou Eva Ng Kon Tia, porta-voz da Nissan no Brasil.
O atrevimento, no caso, tem o sentido de “arrojo, vontade, genuína postura do brasileiro de fazer mais e melhor”, um sentimento que se mistura com o espírito de superação e se alinha com os ideais olímpicos e paralímpicos.
O concurso começou no dia 17 de julho, e os interessados podem enviar suas inscrições até 14 de outubro. No dia 3 de novembro, serão divulgados os nomes dos selecionados. Serão elegíveis a participar como indicados do revezamento da tocha olímpica os interessados que forem pessoa física com idade a partir de 12 anos. Os menores de 18, contudo, terão de ser assistidos por seus responsáveis legais caso sejam escolhidos.
Cada interessado só pode enviar uma inscrição, mas ela pode ser feita de três formas: o envio de um vídeo em qualquer formato através de funcionalidade no site oficial ou postado no Youtube, com tamanho até 20MB, e uma breve descrição da história; um texto sem paginação de até 1000 caracteres; ou uma foto em qualquer formato com tamanho total de até 20MB e uma breve descrição da história em até 1000 caracteres. Algumas dessas histórias serão contadas pela marca em seu site oficial.
– O projeto tem duas partes. A primeira é de recrutamento online. Todos os brasileiros podem se inscrever e contar suas histórias. A segunda parte é a editorial, que representa os brasileiros atrevidos. A gente queria fazer um revezamento de histórias de brasileiros. A gente tem cinco equipes correndo o Brasil e capturando esse conteúdo (serão cerca de 60 histórias gravadas por essa equipe) – concluiu a porta-voz da montadora.
2) “Condutores BRA”
O banco Bradesco criou um programa bastante diferente dos outros patrocinadores do revezamento da tocha olímpica. Ele funciona com indicações, ou seja, o interessado precisa ser inscrito por um terceiro na campanha. É preciso que o indicado tenha uma história verídica e comprovável, que demonstre claramente uma ação de transformação pessoal ou para uma comunidade a partir de ações, comportamentos ou atitudes do candidato, além de ter relação direta com os valores olímpicos de amizade, respeito e excelência. Elas serão divulgadas, ao longo do tempo, no site oficial da campanha.
– Estamos projetando umas 2 mil histórias e queremos divulgá-las para que as pessoas entendam e reconheçam pessoas especiais que possam trazer ainda mais pessoas especiais. Vamos dar brilho a quem inspira e faz a diferença na sociedade. Teremos atletas também, mas não diretamente por seus resultados esportivos, sim pelos valores e por quanto inspiram em sua comunidade – explicou Jorge Nasser, diretor de marketing do Bradesco.
A campanha começou no dia 29 de julho e vai até 14 de outubro. Até 15 de fevereiro, o Comitê Rio 2016 irá aprovar ou recusar as indicações da instituição bancária. Em março do ano que vem, os nomes escolhidos serão divulgados oficialmente.
– Não é simplesmente a indicação de condutores. Precisávamos dar luz a pessoas que fazem a diferença em sua comunidade, que acreditam que é possível, através da união de um grande esforço e transformação pelo esporte, fazer a diferença nesse momento. Nossa chamada é: “convidamos a dar luz a quem faz diferença em suas comunidades”. São histórias que inspirem outros brasileiros a fazerem coisas diferentes – acrescentou Nasser.
O conteúdo inscrito precisa ser contado em terceira pessoa pelo indicador, e o candidato a condutor deverá ser pessoa física, residente e domiciliada no Brasil, com idade igual ou superior a 12 anos, e estar regularmente inscrito no Cadastro de Pessoa Física (CPF). Caso o escolhido seja menor de 18 anos, deverá ser assistido por seu responsável legal.
A história deverá ser narrada em texto com, no mínimo 50 e, no máximo, 1000 caracteres, acompanhado opcionalmente por vídeo de até 2MB ou foto de até 500KB. Ela deverá ter começo (descrição inicial do ambiente, situação, família, comunidade e pessoas envolvidas); meio (como o candidato interferiu e transformou as pessoas inseridas nesses ambientes, indicando quais foram suas ações e sua importâncias para os envolvidos, e o tempo que decorreu até a transformação constatada); e fim (indicação da abrangência da ação e das pessoas afetadas, bem como dos resultados da ação do candidato à época da transformação e os reflexos nos dias atuais).
Até mesmo o bicampeão olímpico Torben Grael, que foi indicado pela própria instituição bancária ao programa, já fez sua indicação. Ele escolheu o marinheiro Valmir das Neves, de 75 anos.
– O Bradesco me indicou para conduzir a tocha olímpica e pediu para eu indicar uma pessoa que se identificasse com os ideais olímpicos de amizade, respeito e tudo que os Jogos Olímpicos representam. Então, eu pensei no nosso amigo Valmir – falou Torben.
A indicação de Valmir foi no dia 29 de agosto, seu aniversário. Nascido e criado no Morro do Cavalão, em Niterói, Valmir trabalha no Sailing (Rio Yacht Club) desde os 19 anos. É pai de três filhos e tem seis netos. Atualmente, ele é o responsável pela garagem náutica. Ele conheceu a família Schmidt Grael desde o patriarca Preben Schmidt, um dos precursores da vela no Brasil, que levou a paixão pelo esporte aos filhos Ingrid, Margarete, Axel e Erik. Preben é avô dos medalhistas olímpicos Torben e Lars Grael.
– Só tenho que agradecer pela homenagem. Minha vida foi toda no clube. A família Grael sempre gostou de mim, desde o avô. E eu sempre fui dedicado a eles e aos sócios do clube – afirmou Valmir, conhecido como Lodão.
Confira mais informações e se inscreva no site oficial.CLIQUE AQUI!
3) #IssoÉOuro
No programa da Coca-Cola, a procura será por “indivíduos que sejam exemplo de calor humano, pessoas que tocaram a vida de outros e que personifiquem um espírito jovem e contagiante”. A todo, serão 1,1 mil condutores escolhidos através dessa campanha, com histórias que sejam “genuínas e inspiradoras, que contagiem o próximo (familiares, amigos e sociedade em geral) com um movimento que gere felicidade, compartilhando momentos de emoção, alegria e superação em suas vidas”.
A marca já anunciou alguns condutores, como o ex-jogador de vôlei e campeão olímpico de Atenas 2004, Nalbert; a carioca Lara Leite de Castro, primeira brasileira a conduzir a tocha olímpica, em Barcelona 1992; além dos jovens Jobson Junior, que ganhou um papel no comercial da campanha; e Gabriel Rocha, que tem paralisia cerebral e participa corrida e maratonas de rua, ajudado pelo pai Rodrigo (leia mais). O foco da marca são os jovens.
– Queremos incentivar os jovens brasileiros a terem um estilo de vida mais ativo. Boa parte da nossa campanha tem a ver com escolher jovens que tenham histórias inspiradoras, genuínas, relacionadas ao movimento, à atividade esportiva, à dança. Queremos, de alguma maneira, reconhecer estas pessoas durante o revezamento – detalha Flavio Camelier, vice-presidente da Coca-Cola para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
O candidato precisa ser residente e domiciliado no Brasil. Para se inscrever, é preciso acessar o site oficial da patrocinadora e apresentar sua história, através de um texto (até 1000 caracteres), foto (deverá somar até 3M, em JPEG ou GIF, em três opções de formato: simples, uma foto; montagem em mosaico de até cinco fotos; ou montagem em GIF com até três fotos); ou vídeo (nos formatos MPEG, WMV ou MOV, com o máximo de tempo de um minuto e até 250 MB). É permitido se autonomear ou indicar o nome de um terceiro.
O processo de seleção começou no dia 4 de agosto e vai até o dia 15 de outubro. A partir desse momento, a marca indica os seus candidatos para a avaliação do Comitê Rio 2016. Os nomes escolhidos serão divulgados no primeiro trimestre de 2016. Menores de 12 anos, assim como nas outras campanhas, não podem participar.
Além dos 1,1 mil condutores escolhidos através da campanha, a Coca-Cola vai ainda designar mais 1,3 mil pessoas para levarem a tocha olímpica no revezamento.
 Elas sairão de projetos patrocinados pela marca, como os Jogos Escolares da Juventude, as Paralimpíadas Escolares, o Festival das Escolas, o Prêmio Professor do Brasil e de outras ações.

Matéria publicada no site Globo Esporte

Saltar por diversão e saltar pela boa saúde!

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Este hábito associado à infância traz vários benefícios às pessoas mais velhas.
Já pensou em passar dois minutos do seu dia a saltar? 
Com certeza que seria uma atividade desgastante, mas a verdade é que a sua saúde iria agradecer.
Diz uma investigação da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, que dois minutos de saltos por dia conseguem fortalecer os ossos e reduzir o risco de quebra em casos de queda por pessoas mais velhas.
Conta o Daily Mail que o estudo analisou 34 homens, com idades compreendidas entre os 65 e os 80 anos, que tiveram que fazer um programa de exercícios de salto apenas com uma perna durante um. Nesse período, não puderam fazer qualquer outra atividade física ou alterar os seus hábitos alimentares.
Passado o período do programa de exercícios, os cientistas notaram que uma melhoria na ordem dos 7% da massa óssea em algumas partes do corpo, como a anca, um dos principais pontos fracos dos idosos e dos mais vulneráveis em casos de queda.
Matéria publicada no site Notícia ao Minuto